Basquete começa em clima de despedida

Janeth e o técnico Barbosa dão adeus à seleção após os Jogos do Rio

Glenda Carqueijo, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

Em clima de despedida, a seleção brasileira feminina de basquete estréia hoje, às 22 horas, contra a Jamaica, na Arena Olímpica, pelo Grupo A dos Jogos Pan-Americanos do Rio. Será a última participação da estrela do time, a ala Janeth Arcain, e do técnico Antônio Carlos Barbosa.Janeth - está na seleção há 20 anos - retorna aos Jogos após ficar de fora das últimas duas edições (Winnipeg/1999 e Santo Domingo/2003). Competiu em Indianápolis/1987 (prata) e Havana/1991 (ouro).Aos 38 anos, diz estar 100% para ajudar o País a conquistar o ouro. ''''É o que mais quero'''', afirma a veterana.Na torcida, a ala terá o apoio da mãe (Rita) e de amigos que virão de toda a parte do Brasil. ''''Tenho até amigas do nordeste que virão me assistir também'''', conta, orgulhosa. Jogar em casa está longe de ser cobrança para Janeth. ''''Gosto de torcida, do povo gritando meu nome, torcendo pelo time.''''Para Barbosa, o momento é de realização profissional e pessoal por estar no comando da seleção há 21 anos. ''''São mais de 400 jogos internacionais com a seleção'''', lembra. ''''Mas Pan em casa é uma emoção diferente. A responsabilidade é maior'''', acredita o treinador.Sobre a importância de Janeth no time, que das 12 jogadoras, seis participam da competição pela primeira vez (Karen, Palmira, Chuca, Tatiana, Graziane e Isis), Barbosa diz que a veterana facilita seu trabalho. ''''Ela é líder do grupo e as jogadoras mais novas gostam de ouvi-la. Isso ajuda a vida do técnico, porque ela também tem essa responsabilidade de comandar o grupo de dentro e fora da quadra'''', diz o treinador.Além de Janeth, mais duas atletas estão em seu terceiro Jogos Pan-Americanos. A armadora Adrianinha, de 28 anos e a pivô Kelly, de 27.''''Já sou vovó do grupo. Procuro ajudar na hora da ansiedade, passando segurança para as meninas'''', afirma Adrianinha que rescindiu com o Phoenix Mercury, time da WNBA (liga profissional norte-americana). ''''Faz um mês que estou parada. Pedi para ser liberada do Phoenix, porque não estava sendo utilizada, só ficava no banco. Foram dez jogos com o time'''', conta a armadora.Depois da passagem frustrada pelos Estados Unidos, Adrianinha já tem o futuro definido no basquete. Vai cumprir contrato com o Kazan, da Rússia, até maio do ano que vem. É o mesmo time da pivô Alessandra, desfalque da seleção.Com uma filha de 1 ano e dois meses, Aaliyah, nome árabe que significa ''''olhar sempre para o alto'''', Adrianinha não terá a companhia da família. Os familiares estarão em Franca acompanhando pela tevê.JOGO-TREINOO jogo contra a Jamaica, segundo o técnico Barbosa, será para a seleção ganhar ritmo de competição nos Jogos. ''''A Jamaica não tem tradição no basquete. Mas não é porque é fraco que não temos de tomar cuidado'''', diz. ''''Temos de encarar todo jogo como uma final. Será a primeira vez que vamos jogar contra eles'''', afirma Barbosa. O treinador já definiu a equipe que começa a jogar. Vai mandar à quadra Adrianinha, Karen, Janeth, Êga e Kelly. Ainda estão no Grupo do Brasil: México e Canadá. No B, jogam Argentina, Colômbia, Cuba e Estados Unidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.