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Basquete faz semifinal nesta sexta-feira

Os nervos vão estar à flor da pele na partida que decide quem seguirá brigando pela medalha de ouro e a seleção que jogará pelo bronze, no cruzamento olímpico do torneio de basquete feminino. Brasil e Austrália fazem a primeira semifinal de amanhã, às 10h45 (horário de Brasília), no Ginásio Olímpico. "Agora é ir buscar medalha porque é isso que nós viemos fazer aqui", afirmou a estreante lateral Iziane, dizendo que "nervos à flor da pele" é uma constante no basquete feminino e ficam ainda mais aflorados num jogo decisivo como esse. "E para os dois lados", alerta a estreante, que entende que isso, inclusive, nivela qualquer diferença técnica que haja em favor das australianas. Iziane, que forma o quinteto titular do Brasil, com Helen, Janeth, Alessandra e Cíntia, observa que o peso está com as jogadoras, que vem vencendo etapa a etapa. "Estamos felizes de saber que valeu a pena o esforço que fizemos por ficar entre as quatro primeiras. Confesso que não estava acostumada a ficar com um grupo um tempo tão grande. É muito estressante acordar juntas, tomar café juntas, treinar juntas, almoçar juntas, dormir juntas...dois meses direto, na preparação, e mais o campeonato." Se a preparação exige equilíbrio emocional, além dos treinos físicos, enfrentar uma semifinal é igualmente difícil. A Austrália, de Kristi Harrower, Penny Taylor, Trish Fallon, Lauren Jackson e Suzy Batkovic, não deve ter como base o confronto da fase de classificação, em que derrotou o Brasil (84 a 66). Mas o Brasil também não pode pensar na vitória, por um ponto, sobre as australianas no Mundial da China, em 2002, na última vez que as seleções haviam se encontrado antes de Atenas. "O Brasil revezou muito a equipe naquela partida da fase de classificação aqui em Atenas. Agora é semifinal. Naquele jogo os dois times estavam classificados, era tudo tranquilo, agora todo mundo vai estar ali para dar sangue, para passar. Os nervos vão estar a flor da pele para os dois lados." Iziane acentua que a Austrália, da pivô Lauren Jackson, considerada polo técnico do Brasil, Antônio Carlos Barbosa, a melhor jogadora do mundo, é um time com grande talento, favorito a medalha, mas que não assusta o Brasil. "São cinco contra cinco, depende do coração. Se elas têm vantagem técnica também perdem com o nervosismo da luta pela classificação. Se elas se acharem favoritas vão estar com muito mais cobrança também... Vamos ver no dia." A última boa campanha da seleção brasileira havia sido feita nos Jogos de Sydney, em 2000, quando a seleção ficou com a medalha de bronze. As australianas foram prata. No Mundial da China as brasileiras ficaram em sétimo, fora das semifinais e as australianas ganharam o bronze. Barbosa acentua que a Austrália é um time experiente, estável, que mantém a mesma base desde 1998. "Elas erram muito pouco. Temos de ser precisos nos passes para ter a oportunidade da cesta", acentua o treinador. Para Janeth, a derrota da fase de classificação está esquecida. "A Olimpíada começou no jogo contra a Espanha (refere-se a partida das quartas-de-final). É agora que está valendo. É uma seleção fortíssima, mas que o Brasil tem condições de enfrentar. É outro momento, estamos mais fortalecidas com a classificação, mas queremos mais."

Agencia Estado,

26 Agosto 2004 | 18h40

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