Basquete feminino defende liderança

A seleção brasileira de basquete feminino entra em quadra nesta quarta-feira, às 14 horas (horário de Brasília), para enfrentar a Rússia e defender a liderança no grupo A. Para o técnico Antonio Carlos Barbosa, o primeiro lugar na chave é fundamental para fugir de um confronto com os Estados Unidos nas próximas fases.A chave do Brasil tem Grécia, Japão, Rússia, Nigéria e Austrália. As brasileiras já deixaram para o trás o Japão (128 a 62, a maior pontuação da história do basquete em olimpíadas) e a Grécia (87 a 75). Agora, o desafio é vencer a "altíssima e muito forte Rússia", nas palavras da lateral Janeth.Brasil e Rússia já se encontraram duas vezes na história das olimpíadas e o retrospecto é favorável ao Brasil: 82 a 68 em Atlanta/1996 e 68 a 67 em Sydney/2000. As russas são as atuais campeãs européias. Disputam a quinta olimpíada e a melhor classificação que obtiveram foi um 5º lugar em Atlanta.As brasileiras, porém, conhecem bem a seleção russa. "Fizemos cinco amistosos no Brasil e outros cinco na Rússia no ano passado", lembrou pivô Alessandra, que considera Elena Baranova, de 32 anos e 1,92 m, a melhor jogadora do time adversário. Dessa série de amistosos, oito atletas russas estão no time atual."O forte delas é trabalho das pivôs dentro do garrafão", afirmou Alessandra. Ela lembra que, em Sydney, a seleção brasileira viajou desacreditada, mas venceu as russas e foi para a semifinal. "Hoje estamos confiantes e bem preparadas para superar esse obstáculo."Alerta - O técnico Barbosa lembra que a Rússia vem de um jogo difícil, contra a Grécia, que venceu por apenas 7 pontos de vantagem. "Elas têm pivôs muito fortes e o time joga cadenciado. Temos de jogar com velocidade, defender com aplicação e partir para o contra-ataque. Não podemos deixar que elas controlem a partida."A rodada desta quarta-feira tem ainda China x República Checa, Japão x Austrália, Coréia do Sul x Estados Unidos, Grécia x Nigéria e Espanha x Nova Zelândia.

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