William Lucas/Divulgação
William Lucas/Divulgação

Basquete feminino é arrasado pelo Canadá e vai disputar o bronze

Seleção brasileira perde por 91 a 63 e pega Cuba por terceiro lugar

MARCIO DOLZAN, ENVIADO ESPECIAL A TORONTO, O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2015 | 21h12

A seleção brasileira feminina de basquete fez sua pior partida nos Jogos Pan-Americanos de Toronto na noite deste domingo, foi amplamente dominada pelo Canadá e acabou perdendo por 91 a 63 na semifinal da competição. Com o resultado, o time terá de se contentar com a disputa da medalha de bronze com Cuba - derrotada mais cedo pelos Estados Unidos por 65 a 64 -, a partir das 17 horas (horário de Brasília) desta segunda-feira.

Caso vença as cubanas, o Brasil repetirá o desempenho dos Jogos de Guadalajara, em 2011, quando ficou com o bronze. Canadá e Estados Unidos brigarão pelo ouro às 21h45. De qualquer forma, o revés para as canadenses preocupa porque, caso a Confederação Brasileira (CBB) pague a dívida com a Federação Internacional (Fiba), a seleção buscará uma única vaga olímpica na Copa América, quando o Canadá também jogará em casa.

A derrota por diferença tão grande no Pan ficou previsível tão logo começou a partida. No ataque, o time brasileiro estava apático e ficava apenas trocando passes próximo ao garrafão e arriscando poucos arremessos - quase sempre com má pontaria. Na defesa, a seleção se posicionava mal e era facilmente envolvida.

Do outro lado, as canadenses eram incisivas. Insinuante na troca de passes, buscando sempre o arremesso e contando com o apoio da torcida, o time anfitrião logo tratou de abrir vantagem. Em cinco minutos, já vencia por 11 a 2, e aproveitou o restante do primeiro quarto para garantir pontuação suficiente para ter um jogo tranquilo até o fim. Fechou em 22 a 9.

Pouca coisa mudou no segundo quarto de jogo. Kelly Santos, que ficara mais tempo no banco até então por causa de uma sucessão de erros no início da partida, voltou mais atenta. Mas nenhuma jogadora em quadra nem o técnico Zanon conseguiam encontrar uma maneira de parar Kim Gaucher, Miranda Ayim e, principalmente, Michelle Plouffe. O trio dominava as ações de ataque e ia empilhando pontos. O resultado disso é que a primeira metade do jogo terminou 35 a 21 para o Canadá.

No terceiro quarto, o time brasileiro voltou um pouco mais enérgico. Quase conseguiu equilibrar o número de jogadas de ataque em relação à equipe canadense, mas perdeu em um ponto crucial: a falta de aproveitamento nos arremessos. O Brasil errava os de dois, o Canadá acertava quase todos os de três. Assim, fechou em 68 a 39 e transformou o último período numa formalidade.

Mas apesar da vitória já garantida o Canadá continuou derrubando bolas de três pontos. O Brasil tentava mostrar que não havia abaixado a cabeça e tentava diminuir a diferença. O problema é que, tendo que correr atrás das canadenses o jogo inteiro, a seleção agora perdia também no aspecto físico. A diferença, que chegou a 31 pontos, ficou em 28.

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