Charles Krupa/AP
Charles Krupa/AP

Basquete masculino do Brasil sofre no ataque, mas bate anfitriões

Equipe masculina joga mal, mas consegue a segunda vitória na Olimpíada de Londres

AE, Agência Estado

31 de julho de 2012 | 14h45

A seleção brasileira masculina de basquete teve uma atuação abaixo do esperado e sofreu com a falta de inspiração no ataque, mas conseguiu a segunda vitória em dois jogos na Olimpíada de Londres. A equipe comandada pelo argentino Rubén Magnano recuperou-se de um primeiro período terrível, em que marcou apenas quatro pontos, para vencer a anfitriã Grã-Bretanha por 67 a 62, nesta terça-feira.

Apesar do mau desempenho, o triunfo foi fundamental para o Brasil cumprir o objetivo de se classificar entre os três primeiros colocados do Grupo B e fugir de um provável cruzamento com os Estados Unidos nas quartas de final. A equipe fechou a segunda rodada justamente na terceira posição, atrás de Rússia e Espanha, as outras únicas seleções que mantiveram 100% de aproveitamento.

O destaque brasileiro nesta terça foi o pivô Thiago Splitter, com 21 pontos, seguido de Marcelinho Huertas, com 11. Pela Grã-Bretanha, o melhor em quadra foi Nate Reiking, com 13 pontos. A decepção ficou por conta do ala Luol Deng, do Chicago Bulls, que terminou com 12 pontos e um aproveitamento de apenas 50% nos lances livres - errou quatro de oito arremessos.

A torcida que compareceu ao Basketball Arena assistiu a um primeiro período para ser esquecido, com um total de apenas 15 pontos marcados. O Brasil até se portou bem na defesa, mas esteve irreconhecível no ataque e não conseguiu uma única jogada de infiltração. Os jogadores tentavam a todo custo o chute de três pontos, mas o índice de eficiência foi nulo: dez tentativas e nenhum acerto. Os anfitriões também ficaram longe de um desempenho razoável, mas abriram vantagem de sete pontos: 11 a 4.

Após uma bronca de Magnano, no segundo período finalmente os brasileiros começaram a articular jogadas no garrafão e em contra-ataques. O jogo de Huertas apareceu, a equipe ganhou volume e tirou a desvantagem no minuto final, empatando em 27 a 27. O aproveitamento nos chutes de três, no entanto, continuou precário: uma cesta em 13 tentativas.

O Brasil voltou para o segundo tempo com um garrafão mais alto e forte, com Nenê e Thiago Splitter. Mas o time voltou a sofrer com a sina de desperdícios. Alex e Marquinhos erraram uma enterrada cada e Splitter mostrou sua tradicional ineficiência nos lances livres (um ponto em seis arremessos no terceiro período). Nenê também foi pouco acionado no ataque, apesar da boa atuação defensiva, com três tocos. Sorte dos brasileiros que os anfitriões acompanharam a sucessão de falhas e ficaram vários minutos sem pontuar. Assim, o time de Magnano terminou o terceiro período com 48 a 43 no placar.

Mas a emoção estava longe do fim. A vantagem brasileira caiu por terra em pouco mais de dois minutos no quarto período. As bolas de três pontos britânicas começaram a cair - quatro sucessos em quatro arremessos seguidos - e os donos da casa viraram a partida. O Brasil continuou a falhar muito no ataque, mas conseguiu reagir e abriu quatro pontos de diferença num chute de três de Marquinhos, a dois minutos e meio do fim. Uma roubada de bola de Marcelinho Huertas, seguida de assistência para enterrada de Nenê, finalmente deu tranquilidade à equipe, que fechou o jogo em 67 a 62.

As duas equipes voltam à quadra na quinta-feira. O Brasil encara a Rússia, às 12h45 (de Brasília), enquanto que a Grã-Bretanha enfrenta a Espanha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.