Basquete perde uma estrela

Ala, pivô e armador, fez parte da geração de ouro que foi bi mundial

, O Estadao de S.Paulo

22 de dezembro de 2008 | 00h00

Bicampeão mundial pela seleção masculina de basquete, em 1959 e 1963, o ex-jogador Rosa Branca morreu na manhã de ontem, em São Paulo, aos 68 anos. Diretor da Federação Paulista de Basquete, Rosa Branca estava internado no Hospital Metropolitano, no bairro da Lapa, desde a última sexta-feira, para tratar de uma forte pneumonia, mas acabou vítima de uma parada cardíaca. Deixou a mulher, Odete, e três filhos - Samanta, Samara e Saulo. Rosa Branca participou da mais brilhante geração do basquete brasileiro. Além dos dois títulos mundiais, feito nunca mais alcançado pelo País entre os homens (as mulheres venceram o Mundial da Austrália, em 1994), o ex-jogador conquistou duas medalhas olímpicas - o bronze dos Jogos de Roma, em 1960, e de Tóquio, em 1964. Também foi 3º colocado nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México, em 1955, e vice-campeão do Pan realizado em 1963, na capital paulista. "Não tenho palavras para expressar o quanto estou triste. Rosa Branca foi um jogador fantástico e um amigo inesquecível", lamentou o ex-companheiro Amaury Pasos.A aptidão para o basquete nasceu na cidade natal, Araraquara, quando ainda se dedicava ao atletismo - treinava salto triplo e em distância. Aos 13 anos, foi descoberto pelo professor Júlio Mazzei e levado às quadras do Nosso Clube de Cestobol. Foi Mazzei quem deu o apelido de Rosa Branca. "Ganhei o apelido porque o professor me achava parecido com o White Rose, que jogou pela Universidade de Illinois."A carreira na seleção começou quando tinha 17 anos, em 1957, e terminou 12 anos depois. Rosa Branca defendeu as cores do Brasil em quatro Olimpíadas - mesmo período em que o País não disputa a competição com a equipe masculina. Marcou 539 pontos em 78 jogos.Versátil, jogou em três posições durante a carreira: ala, pivô e armador. E também se destacou em sua longeva carreira em clubes. Com o Palmeiras, foi bicampeão nacional (1960/61), mas foi no arqui-rival Corinthians que venceu oito brasileiros consecutivos, de 1963 a 1970. O fim da carreira nas quadras veio em 1971, no Corinthians - o clube, assim como o Palmeiras, abandonou o basquete adulto.Formado em educação física, dedicou muitos anos da aposentadoria ao ensino do basquete no Sesc. Na unidade Consolação, onde trabalhou com crianças e adolescentes, foi realizado o velório. O sepultamento será hoje, às 12 horas, no Cemitério da Lapa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.