Basquete quer vitória por 15 pontos

O basquete feminino brasileiro entra em quadra amanhã, a partir das 8h30 (horário de Brasília), contra a Austrália, disposto a vencer por uma diferença de, no mínimo, 15 pontos, para passar às quartas-de-final na liderança no Grupo A. Assim, evitaria um possível confronto com os Estados Unidos antes da final. Não será uma tarefa fácil, embora o técnico Antônio Carlos Barbosa garanta que o time vai buscar a vitória: "Vamos entrar para ganhar", ele diz. Mas não nega que o time brasileiro tem mostrado instabilidade, errando bolas fáceis. "Contra adversários mais fortes, isso não pode acontecer." E o adversário é, conforme mostra a tabela, o melhor do grupo. A Austrália ocupa a liderança do Grupo A, invicta, com 8 pontos ganhos nos quatro jogos que disputou no torneio olímpico. Na sexta-feira, venceu a Grécia, sem nenhuma dificuldade, por 77 a 40, mas a técnica Jan Stirling diz que o placar não reflete o que foi o jogo. "Elas são muito melhores do que mostra o placar", afirmou, sobre as gregas. Apesar dos excelentes resultados, a técnica australiana lembra que várias jogadoras veteranas se retiraram e ela conta, agora, com seis meninas sem experiência olímpica. Em compensação, ela tem Lauren Jackson e Penny Taylor, que jogam na WNBA. "Penny melhorou muito nos últimos dois anos, tanto na defesa como no ataque", afirma Jan. Rachel Sporn, que completou 300 jogos com a seleção australiana, concorda que o time melhorou muito com Lauren e Penny e acha que, com elas, o resultado do último Mundial, quando a Austrália perdeu do Brasil, pode ser revertido. "Podemos jogar bem melhor." Se depender da disposição da brasileira Iziane, que fez 26 pontos contra a Nigéria, a Austrália vai computar sua primeira derrota no torneio. Ela acha fundamental o Brasil vencer as australianas, favoritas a uma medalha, para ganhar moral para o restante da disputa. "É um time forte", afirmou. "Sabemos que será difícil passar por 15 pontos de diferença, mas vamos jogar para isso. É muito importante derrotar um time do nível da Austrália." Janeth lembra que a equipe brasileira vem melhorando ao longo da competição e que, por isso, há uma boa chance de vencer as australianas. "Melhoramos taticamente e as bolas caíram mais contra a Nigéria. Mas temos de evoluir mais."

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