'Batismo' de Lucas: gol e assistência

Meia, ex-Marcelinho, fez seu primeiro grande jogo depois da 'troca' de nome e diz que trabalha para ser o camisa 10 tricolor

Daniel Akstein Batista, Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2010 | 00h00

Prazer, meu nome é Lucas. Depois de pedir para ser chamado pelo nome de batismo - era conhecido por Marcelinho, apelido em homenagem ao ídolo corintiano, até seis dias atrás -, o meia-atacante são-paulino agora reencontrou-se com o bom futebol. Com um belo gol, passe para outro e jogadas de habilidade deu certo brilho a um clássico com pouca qualidade técnica.

Foi o primeiro jogo que Marcelinho, ou melhor Lucas, jogou bem desde que "trocou de nome". Contra o Internacional (derrota de 3 a 1) esteve apagado. Mas, ontem, Sérgio Baresi reforçou o meio-campo e deixou o jogador livre para mostrar todo seu talento. Além das jogadas decisivas para o resultado, ainda deu um lençol em Marcos Assunção dentro da área, fez fila em outro lance. Enfim, deixou intranquila a defesa adversária, tudo que um meia-atacante precisa fazer.

"Tenho a consciência de que joguei mal contra o Internacional. Mas hoje (ontem) fui feliz", comemorou o jogador, que demonstra fora do campo a mesma ambição com a qual parte para cima dos zagueiros. "Estou trabalhando para ser o camisa 10 que o São Paulo está procurando há tanto tempo."

Ontem, Lucas foi bastante elogiado novamente pelo capitão Rogério Ceni, que explicou sua importância para a equipe atualmente. "É um jogador incansável, tem o espírito do jogador que a gente quer", afirmou o goleiro. "Quando ele joga bem, o São Paulo vai bem."

Que Lucas sabe jogar e tem tudo para se firmar no time, ninguém no São Paulo tem dúvidas. Os companheiros do jogador só ainda não se acostumaram a chamá-lo pelo nome. Durante o jogo, só gritavam "Marcelinho", assim como o técnico. "A gente se esquece, fica com o apelido na cabeça", divertiu-se Rogério Ceni. "Pelo menos ele atende quando a gente chama."

Time volta a sonhar. Depois de vencer três jogos em sequência, o São Paulo começou a projetar briga por vaga na Taça Libertadores. Aí perdeu para o Inter e se desanimou. Agora tenta retomar o objetivo. "Temos dois jogos em casa (contra Guarani e Goiás), precisamos fazer seis pontos para, lá na frente, voltarmos a acreditar que é possível voltar para a Libertadores no ano que vem."

Sérgio Baresi gostou do esquema com três zagueiros que colocou em campo. Garantiu que a tendência é mantê-lo para as próximas partidas.

Polícia no vestiário. Uma confusão com policiais atrapalhou a festa são-paulina após o fim do jogo. As autoridades entraram no vestiário para intimar Renato Silva a prestar depoimento.

O zagueiro são-paulino foi acusado por torcedores palmeirenses de ter feito provocações à torcida, atitude coibida pelo novo Estatuto do Torcedor.

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