Divulgação / IJF
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Beatriz Souza fica em 3º e Brasil fecha Grand Slam com 2 bronzes

Competição de judô em Paris teve desfecho com mais uma medalha para o País neste domingo

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2020 | 18h19

O judô brasileiro fechou o Grand Slam de Paris, na França, neste domingo, com mais uma medalha. Assim como fez Larissa Pimenta (52kg) no dia anterior, Beatriz Souza conquistou o bronze na categoria +78kg da primeira grande competição do ano olímpico ao vencer a argelina Sonia Asselah por ippon em uma das disputas do terceiro lugar do peso pesado.

Rafael Silva "Baby" (+100kg) chegou muito perto da medalha, mas ficou em quinto lugar ao cair para o cubano Andy Granda na luta pelo terceiro lugar.

Atual número 7 do mundo, Beatriz Souza chegou à Paris como cabeça de chave e confirmou o favoritismo nas preliminares vencendo todas as lutas por ippon. Ela superou Nazgul Maratova, do Cazaquistão, Lea Fontaine, da França, e Nihel Chekh Rouhou, da Tunísia, e só parou na semifinal diante da francesa Romane Dicko, que ficou com o ouro da categoria.

Na decisão pelo bronze, Beatriz Souza se impôs e projetou Sonia Asselah. A argelina foi a algoz da também brasileira Maria Suelen Altheman nas oitavas de final. Suelen chegou a vencer a japonesa Wakaba Tomita na primeira luta, mas parou na argelina ao levar três punições.

O bronze deste domingo vem uma semana após Beatriz Souza conquistar o ouro no Aberto de Odivelas, em Portugal, e coloca a brasileira no seleto grupo de medalhistas do Grand Slam de Paris. Ela já tinha medalhas nos Grand Slam de Abu Dabi, Ecaterimburgo, Brasília e Osaka. "Estou muito feliz. Essa medalha é muito importante. Primeiro Grand Slam de Paris que consigo conquistar essa medalha e seguimos em frente em busca da vaga olímpica", comemorou.

Rafael Silva percorreu o mesmo caminho que a sua compatriota, mas o final foi diferente. Nas preliminares, Baby venceu três adversários pela pontuação máxima. Estreou com ippon sobre Emre Sinal, da França, e bateu o experiente Ushangi Kokauri, do Azerbaijão, igualmente com o placar cheio. Nas quartas, fez luta tensa contra o mongol Dashdaava Ulziibayar decidida nas penalidades a favor do brasileiro.

O confronto da semifinal foi contra a nova sensação do judô, o japonês Kokoro Kageura, de 24 anos, que, minutos antes de enfrentar Baby havia vencido a lenda Teddy Riner com um waza-ari no golden score. Kageura, número 10 do mundo, entrou para a história ao finalizar a invencibilidade de 10 anos e 154 lutas do bicampeão olímpico francês, que ficou fora do pódio em casa.

No duelo contra Baby, Kageura usou a mesma estratégia que derrubou Riner e marcou um waza-ari em contragolpe no golden score para superar o brasileiro. O japonês acabou perdendo na final para o holandês Henk Grohl.

Na disputa pelo bronze, Rafael Silva encontrou o cubano Andy Granda, que, apesar de levar duas punições, levou o combate para o golden score e aproveitou um descuido do brasileiro para projetá-lo ao solo e marcar o waza-ari que valeu o bronze.

David Moura (+100kg), Leandro Guilheiro (81kg) e Guilherme Schimidt (81kg) também lutaram neste domingo, mas pararam nas primeiras lutas. David caiu para o georgiano Gela Zaalishvili, campeão mundial júnior em 2018. Schimidt não passou pelo francês Nicolas Chilard e, no mesmo peso, Guilheiro parou no italiano Antonio Esposito.

Após o Grand Slam, a seleção seguirá em Paris no treinamento de campo internacional preparatório para o Grand Slam de Dusseldorf, na Alemanha, e para os Abertos Europeus de Bratislava (Eslováquia) e de Oberwart (Áustria), próximos compromissos do judô brasileiro.

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