João Linck/Divulgação
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Beira-Rio promete cumprir prazo e acerta nova reunião

Estádio será entregue à Fifa no dia 22 de maio, já com as estruturas provisórias

Marcio Dolzan, Agência Estado

26 de março de 2014 | 16h01

RIO - A comitiva de Porto Alegre que se reuniu com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, nesta quarta-feira, no Rio, garantiu que o estádio Beira-Rio será entregue à entidade no dia 22 de maio sem novos empecilhos e com a estrutura necessária para a Copa do Mundo pronta. Além disso, acertaram que um novo encontro, dessa vez para a capital do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira, para detalhar o cronograma do que será feito até lá.

A Fifa, porém, desejava que as estruturas temporárias começassem a ser montadas no dia 5 de abril, o que não acontecerá, como admitiu o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo. "Dia 5, como a Fifa quer, não tem como", disse, justificando ser impossível iniciar a instalação sem que tudo esteja pavimentado no Beira-Rio.

De acordo com a comitiva de Porto Alegre, formada por autoridades públicas e do Internacional, o que pertence ao clube nos arredores do Beira-Rio já está pavimentado. Já a parte da Prefeitura de Porto Alegre, para a qual o governo federal liberou R$ 7 milhões, não teve interessados na primeira licitação. O resultado da segunda será aberto no dia 31 de março.

E se não houver interessados a Secretaria de Obras assumirá a responsabilidade, como explicou o vice-prefeito. "Hoje temos uma licitação para pavimentação do Beira-Rio. Temos um acerto do governo de que caso não apareça ninguém, vamos colocar a Secretária de Obras", disse.

Os representantes de Porto Alegre também tentaram justificar os atrasos no cronograma. De acordo com Mauricio Nunes Santos, coordenador executivo do Comitê Gestor da Copa do Governo do Rio Grande do Sul, o Comitê Organizador Local (COL) só entregou o caderno com as necessidades das instalações provisórias em dezembro.

"Recebemos uma conta de RS 70 milhões em dezembro. Chegamos a um número de R$ 56 milhões. Baixou para R$ 41 milhões. Depois para R$ 30 milhões, R$ 35 milhões. E agora está em R$ 25 milhões, o que a gente consegue fazer", explicou, dizendo que a redução foi possível após conseguir da Fifa que essas estruturas temporárias funcionem por menos tempo do que a exigência inicial de 46 dias.

O vice-prefeito também saiu em defesa do projeto, aprovado na última terça-feira, que concede isenções fiscais às empresas que bancarem as estruturas temporárias do Beira-Rio para a Copa do Mundo. "Por que quando a Daniela Mercury capta recursos não se critica também? Não há evento sem investimento", disse.

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