Misha Japaridze/AP
Misha Japaridze/AP

Bellucci brilha e dupla pode ser xeque-mate

Primeiro dia do confronto entre Brasil e Rússia termina empatado e hoje jogo é crucial para o time tentar subir na Davis

Giuliander Carpes / KAZAN, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2011 | 00h00

O jogo de duplas virou a jogada que pode significar um xeque-mate do Brasil no confronto com a Rússia pela repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis. O primeiro dia de jogos terminou empatado por 1 a 1 e a partida de hoje, às 7 horas (com SporTV2), de Bruno Soares e Marcelo Melo contra Igor Kunitsyn e Dmitry Tursunov, será crucial para a equipe brasileira mostrar se tem condições de integrar a elite da competição.

"Virou um ponto chave do confronto. Ainda será difícil vencer os russos se levarmos a vitória na dupla, mas já cria uma circunstância diferente, uma vantagem que fatalmente vai criar algum tipo de pressão na equipe deles", afirma o capitão brasileiro João Zwetsch.

Bruno Soares utiliza a experiência dos últimos confrontos da repescagem para mostrar a importância de vencer nas duplas. Contra o Equador, em 2009, o Brasil foi surpreendido no jogo de sábado e os adversários levaram uma vantagem psicológica para o dia decisivo. "A vitória nas duplas altera toda a questão de motivação da equipe. É um ponto muito importante e acho que nossa chance de levar esse confronto com os russos passa por derrotá-los no jogo de amanhã (hoje)", diz.

Dia de altos e baixos. O começo do confronto foi frustrante para o Brasil. Ricardo Mello, 120.º no ranking, não causou praticamente nenhuma dificuldade para o forte Mikhail Youzhny (32.º): 6/0, 6/2 e 6/1, em apenas 1h21. "Ele passou por cima."

Já Thomaz Bellucci (38.º)mostrou um apetite incomum e entrou em quadra na sequência disposto a não dar nenhuma chance a Igor Andreev (81.º), a surpresa armada pelos russos. Com a tática certa e sem perder a intensidade, o brasileiro aplicou 6/4, 6/3 e 6/3, em 2h01. "Joguei o meu melhor tênis", empolgou-se o brasileiro, que enfrenta Youzhny no jogo inicial de amanhã. "Sei que tenho totais condições de conquistar outra vitória no domingo (amanhã) e levar o Brasil à classificação."

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