Bellucci luta contra a pouca experiência

Tenista não está acostumado a partidas de 5 sets

Daniel Brito, O Estadao de S.Paulo

11 de julho de 2008 | 00h00

O melhor tenista do país na atualidade, o paulista Thomaz Bellucci, ainda não aprendeu a disputar uma partida de cinco sets. Ontem, em seu último treino no Brasil antes de partir para uma série de quatro torneios, ele reconheceu a deficiência, juntamente com seu treinador, Léo Azevedo. Acesse o canal especial dos JogosNa 68ª colocação no ranking mundial, o atleta de 20 anos participará do Torneio de Indianápolis, a partir de segunda-feira. De lá, parte para Toronto, onde participará do Masters Series do Canadá, última escala antes da Olimpíada. Em 25 de agosto, Bellucci já estará em Nova York, para jogar o Aberto dos Estados Unidos, terceiro Grand Slam da carreira.É justamente a falta de experiência em torneios deste porte que faz o tenista reconhecer a deficiência nas partidas longas. "Estou treinando para dosar a energia para encarar uma partida de cinco sets", admitiu. "É uma questão muito mais psicológica do que física", acrescentou Azevedo.Com exceção da Copa Davis, Bellucci participou apenas de três partidas no sistema melhor-de-cinco sets. A primeira, na estréia em Roland Garros, contra Rafael Nadal. Deu trabalho ao tetracampeão do Aberto da França nas duas primeiras etapas, mas, cansado, perdeu facilmente o terceiro set (7/5, 6/3, 6/1). Já em Wimbledon, ficou surpreso com o próprio desempenho, ao alcançar a 2ª rodada e ser derrotado pelo alemão Simon Stadler após 3h42 de batalha, que culminou com as parciais de 3/6, 6/3, 6/1, 6/7 e 8/6. "Ele precisa de quilometragem", explicou Azevedo, referindo-se à pouco experiência do pupilo.MEDALHA É DIFÍCILO torneio olímpico é disputado em melhor-de-três sets e apenas a decisão da medalha de ouro é em cinco parciais. Nem ele mesmo acredita que chegará a este ponto, como também não está disposto a servir de saco de pancadas. "Não vou a Pequim para fazer número. A medalha é distante, eu sei, mas posso surpreender."Se lhe dessem a chance de escolher o rival da estréia olímpica, Nadal, claro, estaria fora da lista. "Seria muito azar enfrentar Nadal de novo. Quero vencer uns dois jogos antes de enfrentar ele ou Federer em Pequim."

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