Bellucci quer ser a surpresa em Wimbledon

Em boa fase, tenista brasileiro afirma que "zebras acontecem" e sonha até com uma medalha em Londres

SÍLVIO BARSETTI , ENVIADO ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h07

LONDRES - O melhor tenista do Brasil em atividade se candidata a um resultado olímpico improvável: está disposto a lutar por uma medalha em Londres. Foi o que deixou claro Thomaz Bellucci em entrevista no final da tarde de ontem na zona internacional da Vila Olímpica. Confiante depois de vencer o ATP 250 de Gstaad, na Suíça, ele se mostrou otimista para jogar em Wimbledon. "Estou num momento bom e sei que zebras acontecem, ainda mais quando as disputas são em melhor de três (sets)", declarou.

Insistente na possibilidade de 'zebras' no torneio olímpico de tênis, Bellucci apontou a lógica: o favorito ao ouro é o número 1 do mundo, o suíço Roger Federer. "Está numa fase excelente."

Para ele, o piso com grama, porém, equilibra alguns jogos que seriam mais fáceis para os favoritos se disputados em cinco sets. "É mais rápido, quem tem saque forte leva vantagem."

Com a vitória no torneio da Suíça, no domingo, ele subiu para a 40.ª posição no ranking mundial da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

Irritação. O tenista se irritou ao ser indagado sobre a crise na Confederação Brasileira de Tênis (CBT), entidade em que dirigentes trocam acusações sobre eventual desvio de recursos. Há uma investigação aberta pelo Ministério Público Federal para apurar denúncias de uso irregular de verbas públicas na CBT para eventos e reformas e construções de quadras.

"Sou atleta, meu negócio é entrar na quadra e jogar" reagiu. Depois, mais calmo, ao ser informado que só em 2011 a confederação recebeu cerca de R$ 11 milhões de dinheiro público, Bellucci defendeu os investimentos no esporte. "Às vezes, só um trabalho a médio e longo prazo dá certo. Veja o exemplo do vôlei brasileiro. Não foi de um dia para outro que se tornou referência mundial", concluiu.

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