Bellucci sobe 14 posições, mas terá vida dura

Próximos compromissos do brasileiro, que atingiu a 22ª posição no ranking da ATP, prometem muitas dificuldades

, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2011 | 00h00

Depois de uma semana de glória ao chegar às semifinais do Masters de Madri e atingir a 22ª posição do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), pode-se pensar que o brasileiro Thomaz Bellucci tem tudo para continuar a tendência de subir posições e almejar posto entre os top 20, que há muito o Brasil não alcança. É possível, mas não será nada fácil. Mesmo jogando no saibro, sua superfície preferida, o tenista terá semanas difíceis pela frente depois de sua estreia no Masters de Roma, hoje, às 11 horas (horário de Brasília), contra o local Paolo Lorenzi, 148.º do mundo.

Na Itália, Bellucci não tem muitos pontos para defender. No ano passado, não passou da segunda fase e teoricamente bastaria vencer duas rodadas para superar seus atuais 1.430 pontos. O problema é que, se passar por Lorenzi, seu próximo adversário pode ser ninguém menos do que o número 1 do mundo, Rafael Nadal.

Se já não é fácil enfrentar o espanhol no saibro em qualquer circunstância, soma-se a dificuldade de jogar contra um Nadal "mordido" após a recente derrota na final de Madri para o sérvio Novak Djokovic, resultado que colocou sua hegemonia em risco (leia ao lado).

Se eventualmente perder para Nadal, Bellucci ainda pode progredir no ranking, mas terá de torcer para que o francês Michel Llodra, 21 do ranking (1.455 pontos), não tenha bom desempenho na estreia em Roma contra o espanhol Feliciano Lopes. O ucraniano Alexandr Dolgopolov, número 20 do mundo (1.465), foi eliminado ontem. Caiu diante do italiano Potito Starace por um duplo 6/3.

A sequência de Bellucci não será das mais tranquilas. Seu próximo compromisso depois de Roma será Roland Garros. Em Paris, o brasileiro terá muitos pontos para defender, pois, no ano passado, chegou às oitavas de final. Precisará igualar o feito no Grand Slam francês. Aumentar a pontuação, só se chegar a uma inédita quartas de final. Por tudo isso, talvez a melhor chance de progresso para Bellucci seja a partir de Wimbledon, em junho, mas terá de passar da terceira rodada nas quadras de grama. Em julho, o brasileiro joga em Hamburgo e Gstaad, onde encerrará sua temporada no saibro.

Bellucci parece consciente de sua situação, tanto que ontem, depois de um dia de folga, treinou em dois períodos em Roma. "O ranking é consequência do trabalho de todo dia. Nada mudou na minha rotina. Hoje (ontem) acordei e tive que treinar e fazer as coisas como sempre faço para continuar evoluindo, mas estou motivado e feliz", declarou o tenista.

O brasileiro saiu de Madri fortalecido. "Foi uma semana muito importante e especial pra mim. Em Madri tive a certeza de que tenho jogo vencer os melhores" disse Bellucci, lembrando que perdeu para Novak Djokovic nos detalhes.

Bellucci enfrenta Lorenzi, e conta com as observações de seu técnico para derrotar o adversário. "O Larri (Passos) me disse que o Lorenzi tem um jogo sólido e corre bastante."

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