Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Bem no Mundial, atletismo brasileiro cria boas expectativas para 2016

Atletas e treinadores fazem previsões sobre o desempenho do país na próxima Olimpíada

Denise Bonfim, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2014 | 14h57

SÃO PAULO - Embora apenas Duda tenha voltado da Polônia com uma medalha no pescoço, grande parte da equipe brasileira de atletismo começa a ganhar confiança para a próxima edição dos Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio.

Fabiana Murer, que teve desempenho abaixo do esperado em Londres e já declarou que vai encerrar a carreira após a competição no Rio, vê na disputa em casa uma grande chance para a superação da equipe ao lado de sua torcida. "Na Polônia deu para sentir o que é a torcida, a motivação é muito maior. Os brasileiros são emotivos, acredito que vai ser assim também. Eu quero viver essa experiência", disse.

Em Sopot, Fabiana fechou a competição na quarta colocação e quase conseguiu o bronze."Estou crescendo aos poucos. Tive uma lesão, ano passado consegui o 5.º lugar, agora em 4.º, estou melhorando", completou.

Thiago Braz, de apenas 20 anos, é uma das apostas da equipe para o ciclo olímpico. O atual campeão mundial juvenil terminou sua primeira competição de nível profissional na quarta colocação, a um salto do pódio. "Eu só tenho que agradecer por esse momento. Fico e não fico feliz, quase levei a medalha. Vou representar a equipe muito bem nos próximos anos. 2016 nos espera."

O treinador de Fabiana e Braz, Elson Miranda, também mostra otimismo. "O trabalho é difícil, e eu tenho condições de trabalhar por medalhas. Temos bons patrocinadores, e não falo só de dinheiro, falo de estrutura também."

O bicampeão Duda, que não tira o sorriso de vencedor do rosto, quer sentir a emoção dos brasileiros durante as competições. "Quero ter a honra de competir em casa. O fator torcida vai fazer essa Olimpíada ser marcante, quem sabe até comparada a de Pequim, onde a torcida fez diferença."

Aristides Junqueira, o Tide, treinador de Duda, promete um páreo duro para quem vier ao Brasil. "Atletismo é esporte individual. Podemos não conseguir, o campeão de Londres não conseguiu indíce para esse Mundial, por exemplo. Mas que a briga vai ser boa, vai."

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