Enrique Marcarian/Reuters
Enrique Marcarian/Reuters

Bernard Rajzman é demitido no COB, que fica sem diretores após cortes

Entidade passa por um momento de reestruturação, com diminuição de custos

Marcio Dolzan e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2017 | 16h56

Paulo Wanderley, novo presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), continua seu processo de cortar custos na entidade. Nesta terça-feira, ele demitiu Bernard Rajzman, que era diretor de relações institucionais e é o único brasileiro membro do COI (Comitê Olímpico Internacional). A informação foi divulgada pelo UOL e confirmada pelo Estado.

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Aos 60 anos, Bernard era o último diretor que havia sobrado da antiga gestão e foi a quarta grande demissão nas últimas semanas. O primeiro a deixar o COB foi o general Augusto Heleno, que comandava o Instituto Olímpico - órgão educacional da entidade. Ele pediu desligamento. Depois, foi a vez do secretário-geral e diretor financeiro, Sérgio Lobo, que fora demitido.

No final do mês passado, foi confirmada a saída do diretor executivo de Esportes, Agberto Guimarães. Ele ficou no cargo pouco mais de um ano e tinha como missão comandar o Time Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Com essas saídas, Paulo Wanderley vai promover uma reestruturação de nomes e funções na entidade, mas outras demissões não estão descartadas.

Bernard, ex-jogador de vôlei, foi chefe de missão da delegação brasileira nos Jogos do Rio, no ano passado. Também chefiou o Time Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015. Estima-se que o salário do diretor era aproximadamente R$ 45 mil por mês. Desde o início de todo o processo de demissão, Wanderley sempre colocou como prioridade o corte de custos.

A ordem do novo presidente é fazer esses cortes em todos os setores e das mais diversas formas. Uma delas será a mudança da sede do COB, no segundo semestre de 2018, para o Maria Lenk, com a estimativa de economizar cerca de R$ 4,5 milhões ao ano. Outra delas será com a redução de pessoal ou, pelo menos, na folha salarial. Isso já vem acontecendo.

No fim de outubro, em entrevista ao Estado, Paulo Wanderley afirmou que a entidade passaria por contenção de despesas e que "fatalmente" haveria mudanças em seu quadro de diretores. Mais do que isso, avisou que carta branca não haveria pra ninguém. Nesta quarta-feira, ele deve se manifestar sobre o tema, pois haverá uma assembleia estatuinte na sede do COB.

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