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Bernardinho: sem tempo para comemorar

Três a zero contra a Polônia, pronto e acabou. Uma hora da manhã em Atenas e o técnico Bernardinho acaba de passar o seu 45º aniversário falando da escola polonesa de vôlei, uma das mais tradicionais e fortes do mundo, etc. Está com muita pressa. Vai sair de Faliro, chegar à Vila Olímpica e ainda ver "um ou dois jogos". Está indócil para analisar a partida em que os Estados Unidos viraram uma situação difícil para ganhar da Grécia, enquanto o Brasil estava no ginásio de aquecimento. É assim: agora Bernardinho é 100% cérebro para armar uma forma de arrasar os norte-americanos na semifinal marcada para sexta-feira, às 15h30 de Brasília, partida de fundo de Itália e Rússia. Os dois vencedores se encontram na final olímpica do vôlei masculino no domingo, às 8h30. Não foi fácil passar pelos poloneses com 3 sets a 0, parciais de 25/22, 27/25 e 25/28, em quase uma hora e meia. O susto no início de jogo foi grande. De cara, um ace de Murek, o número 6, erros de desatenção dos brasileiros e uma sombra do que poderia ter sido contra os russos: o Brasil sofrendo com o saque fortíssimo dos adversários e com ataque parado no bloqueio muito alto. Um pesadelo. Com saque mais fraco, compensado apenas por mais velocidade no ataque e alguma variação do levantador Ricardinho das pontas para o meio de rede, o Brasil começou a batalha ponto a ponto. E assim continuou até quase o fim do primeiro set, fechado também graças a alguns erros dos poloneses, que pareciam agüentar menos a pressão dessa disputa bola a bola. O segundo set não esteve tão diferente. As jogadas pelo meio com Gustavo, principalmente, surpreendiam, assim como Giba, na versatilidade de ataque - arma sempre temida pelos rivais. Foi apenas no terceiro set que aquele um ponto de diferença para lá e para cá começou a se somar - dois, três, quatro -, em favor do Brasil. Daí, com confiança, foi só abrir o placar. Os poloneses não mostravam como poderiam tentar resistir. Os brasileiros saíram falando da Polônia, mas também do que podiam perceber da virada dos Estados Unidos sobre a Grécia (3 a 2), enquanto faziam aquecimento, aguardando o atraso de uma hora. Com a cabeça nos próximos adversários, Nalbert disse que "a palavra-chave será paciência, porque os norte-americanos são estudiosos de detalhes e muito táticos". Gustavo lembrou que esses rivais virão com moral depois de arrasar os gregos. Bernardinho estava apresssado para chegar à Vila Olímpica. Desabafou contra quem falou que esteve poupando jogadores, disse que os Estados Unidos também não colocaram três de seus principais atletas contra o Brasil - no jogo que não valia nada. "Joga-se com bola, não com palavras", afirmou o técnico brasileiro, antes de dizer que falou de aniversário apenas com o pai, a irmã, a filha Júlia, encontrando-se com a mulher Fernanda Venturini em um passeio de bicicleta pela Vila Olímpica. E antes de correr para suas fitas de vídeo pela madrugada, brincou: "Já avisei os jogadores que aos 45 anos um enfarte é fatal..."

Agencia Estado,

25 Agosto 2004 | 19h49

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