Bernardinho vence duelo com Zé Roberto

Unilever ganha do Vôlei Amil na quadra do adversário por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 25/21, 20/25 e 25/15

VALÉRIA ZUKERAN / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h03

Era o primeiro jogo entre as equipes de Unilever e Vôlei Amil, mas com jeito de clássico pela presença dos técnicos das seleções brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, do time de Campinas, e masculina, Bernardinho, do Rio, em lados opostos da quadra. Melhor para o segundo, que saiu com uma vitória fora de casa por 3 sets a 1 (25/23, 25/21, 20/25 e 25/15).

"Tivemos alguns problemas defensivos, principalmente no saque, o que dificultou manter o nosso ritmo de jogo ", disse Zé Roberto. A cabeça do treinador estava quente, tanto que se recusou a fazer qualquer comentário sobre Bernardinho. De qualquer forma, disse que estar satisfeito com o desempenho de seu grupo, que ainda precisa ganhar entrosamento e melhorar o sistema defensivo em fundamentos como o bloqueio e também a distribuição de jogo.

Bernardinho falou sobre o rival com respeito. "Quando se joga contra uma grande equipe (como a da Amil) e um grande treinador (Zé Roberto) você fica mais preocupado se ele vai mexer no time, tirar alguma atleta. É natural. Respeito profissional." O treinador também afirmou que estava satisfeito com o desempenho de seu grupo, uma vez que é início de temporada, e a vitória ajuda a dar moral para o restante do campeonato.

A ponta Natália, da Unilever, disse que não esperava mesmo uma vitória por três a zero. "Acho que valeu depois de perder o terceiro set, e ficar em desvantagem no início do quarto. Acho que a gente soube ter paciência para virar o quarto set e conseguir a vitória." Ela diz que o time precisa melhorar bastante e, individualmente, a atleta reconhece que não apresentou um bom saque.

"Estávamos bloqueando e até defendendo bem, mas tivemos muito erros de saque. Não precisava ter errado tanto", avaliou a meio de rede Walewska, da Amil. "Foi um fator determinante para essa derrota." A atleta valorizou o fato de a equipe ter aprendido um pouco sobre o time adversário, com o qual ainda não tinha jogado.

A Unilever começou fazendo valer da sua principal vantagem: a experiência e consistência de jogadoras como a levantadora Fofão, a líbero Fernandinha, as pontas Natália e a norte-americana Logan Tom mais a meio de rede Waleskinha - todas com passagem por seleções. Do outro lado uma Amil com alguns bons respeitáveis - como a oposto Ramirez, a ponta búlgara Elisa Vasileva, a meio de rede Walewska e a levantadora Fernandinha - e fortalecido por um vice-campeonato paulista e pela vitória na estreia da Superliga, sobre a equipe atual campeã estadual e da última edição da competição nacional, o Sollys Nestlé. Mas no primeiro set a equipe carioca que aproveitou alguns erros adversários, especialmente no saque, e venceu por 25 a 23.

No segundo set a equipe do Rio começou dominando com uma ligeira vantagem e se aproveitando dos momentos de instabilidade da equipe de Campinas. O time da casa até tentou reagir, especialmente no final, quando houve um belo rali, que resultou no placar de 21 a 23 contra, mas um erro no saque e uma bola dada de graça ao adversário selaram mais uma vitória parcial das cariocas, 25 a 21.

O terceiro set ficou quente, com o time da casa lutando para dar alegria à torcida que lotou a Arena Amil, em Campinas. Mas estava difícil. O time até conseguia empatar o marcador, mas não chegava à vantagem. Até que os ataques começaram a entrar e o time chegou à 17/16. A Unilever empatou, mas a Amil chegou novamente à frente, com 19 a 18 e depois 22 a 20. O penúltimo ponto, com duas ótimas defesas da líbero Suelen e o último ponto, de Vasileva, as 3,2 mil pessoas nas arquibandadas foram à loucura. O placar final: 25 a 20.

Embalada, a equipe da casa foi ao quarto set mais agressiva e a diferença refletiu no marcador que passava a comandar. Mas do outro lado o time do Rio não e rendia e corria atrás para não perder as adversárias de vista, até que chegou ao 12 a 12 e virou a vantagem de 16 a 12. Daí não foi mais possível segurar a Unilever embalou e fechou o jogo: 25 a 15.

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