Bia Figueiredo muda tudo para se recuperar

Bia Figueiredo luta para encontrar seu lugar na Fórmula Indy. Não que tenha dúvidas do futuro - quer continuar na categoria por muitos anos -, mas admite que a primeira metade de sua temporada de estreia foi abaixo do que esperava. Em 22.º lugar na classificação, com 111 pontos (242 a menos que o líder Dario Franchitti), ela está mudando tudo para acertar seu caminho.

Milton Pazzi Jr., O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2011 | 00h00

Está adaptada ao modo de vida americano - são mais de três anos morando lá -, mas ao carro, quase. "É um pouco mais difícil do que nas outras categorias que pilotei", admite. A mudança vai do modo de pensar até com quem trabalhar.

A equipe Dreyer&Reinbold trocou o engenheiro e o estrategista, e faz de tudo para chegar à melhor solução. Até na motivação ela conta que se sente melhor. A mão direita quebrada na estreia não atrapalha fisicamente, mas pode influenciar psicologicamente. "Levo várias voltas até pegar o jeito, a confiança vem assim. Me sinto melhor no final da corrida", diz.

A dedicação está em algo que poucos pilotos costumam fazer: analisar dados e questionar tudo, passando muitas horas na fábrica em Indianápolis. Além de conversar com o inglês Justin Wilson, colega de equipe. "Trocamos informações sobre ajustes nos treinos. Daí, cada um decide o que fazer. O Justin tem mais experiência (quatro temporadas na Indy) e ajuda", fala.

Na pista com o carro da D&R, seu desempenho também retrocedeu - no ano passado fez uma pole. Em 2011, só três top 10, todos dele. "A equipe tinha crescido no ano passado. Estamos fazendo essas mudanças para recuperar o lugar", conta. O melhor que Bia conseguiu até agora foi um 11.º lugar (Milwaukee) e na corrida anterior, em Toronto, quando somou sua maior pontuação, 19. Ela espera, até o fim da temporada - faltam oito corridas, contando a de hoje, em Edmonton (Canadá, com largada às 15h50 de Brasília) - conseguir ficar entre os 15 da classificação.

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