Bicampeão do Giro d'Italia, Ivan Basso decide se aposentar após superar câncer

Dono de dois títulos do Giro d''Italia, Ivan Basso anunciou nesta segunda-feira a sua aposentadoria do ciclismo profissional após se recuperar de um câncer. Havia a expectativa de que o italiano retomasse a sua carreira depois de ser liberado após ter êxito no tratamento, mas ele disse nesta segunda-feira, durante a apresentação do percurso da edição de 2016 do Giro d''Italia, que vai assumir uma função gerencial na equipe Tinkoff-Saxo.

Estadão Conteúdo

05 de outubro de 2015 | 13h08

"Todo atleta sabe que sua luz não vai brilhar em todo a sua carreira. Inevitavelmente, em algum momento, ela vai começar a escurecer e é um sinal da sabedoria de um atleta saber quando é o momento de parar", disse o italiano de 37 anos.

Basso foi diagnosticado com câncer testicular em julho, durante a Volta da França, após sofrer um acidente durante a quinta etapa. Ele passou por uma cirurgia bem-sucedida e retornou aos treinamentos em agosto.

O italiano, que terminou em segundo lugar na Volta da França de 2005, vencida por Lance Armstrong - posteriormente, o norte-americano perdeu a sua vitória. No ano seguinte, ele ficou fora da prova por suspeitas de doping sanguíneo. Posteriormente, Basso confirmou que o seu sangue estava entre as amostras congeladas encontradas na Espanha como parte da Operação Puerto, uma investigação de doping, depois sendo suspenso por dois anos.

Ele voltou às competições com a equipe Liquigás no final da temporada 2008 e venceu o Giro pela segunda vez em 2010 - sua primeira vitória foi em 2006. Este ano, Basso ajudou o espanhol Alberto Contador a conquistar seu segundo título do Giro. Ele disse que o diagnóstico de câncer influenciou sua decisão de se aposentar, embora tivesse pensado em deixar de competir antes mesmo disso.

"Eu poderia continuar pedalando, mas eu não seria competitivo", disse. "Eu poderia participar de uma corrida, mas depois sofreria para terminar. Não há nenhuma condição de deixar os meus fãs decepcionados e quando a adrenalina é substituída por medo, então é hora de mudar", concluiu Basso.

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