Bimba vê 11 adversários brigando por medalha na RS:X

Se na classe Star todos os prognósticos apontam os barcos de Brasil e Grã-Bretanha disputando a medalha de ouro nos Jogos de Londres, na RS:X a situação é muito diferente. Pelo que avalia Ricardo Winicki, o Bimba, no windsurfe são pelo menos 10 atletas com chances reais de subir ao pódio.

AE, Agência Estado

22 de julho de 2012 | 15h53

"A competição na RS:X vai ser de altíssimo nível. Há 10, 11 atletas brigando pelas medalhas, e estou confiante, fiz uma excelente preparação, estou podendo contar com a minha equipe completa, pela primeira vez num ciclo olímpico, e espero fazer uma boa competição", disse Bimba, neste domingo, em Weymouth, onde acontecerão as disputas da vela nos Jogos de Londres. Veterano de outras três Olimpíadas, ele está treinando na raia olímpica acompanhado de um técnico, um preparador físico, um fisioterapeuta e um psicólogo.

Boa parte do equilíbrio na classe se dá porque todos os competidores usam o mesmo equipamento, distribuído pela organização dos Jogos. E este domingo foi o dia de retirar a prancha para começar o treinamento com o material que será utilizado na Olimpíada.

Nos últimos sete anos, foram sete campeões mundiais diferentes, incluindo Bimba, campeão em 2007. Mas, na hora de apontar um favorito, o brasileiro cita seus rivais de Grã-Bretanha e Holanda. "Todos os atletas chegam a Londres bem preparados, mas acho que o Nick Dempsey e o Dorian Van Rijsselberge são os adversários mais fortes, estão velejando bem e são candidatos nessa briga por medalhas."

STAR - Já Robert Scheidt e Bruno Prada não escondem de ninguém que os rivais pelo ouro olímpico na Star são os britânicos Iain Percie e Andrew Simpson, campeões em Pequim/2008. Os brasileiros, porém, venceram o último Mundial, aumentando ainda mais a rivalidade, que fica só dentro da água.

"A gente mantém uma relação boa e a disputa fica para as competições. Mas é uma competição ferrenha por conta de tudo o que vem acontecendo e os britânicos virão com a faca nos dentes agora", acredita Scheidt.

O velejador, que pode se tornar o primeiro brasileiro a colecionar três ouros olímpicos, acredita que uma vitória na raia de Weymouth pode ajudar a convencer os dirigentes mundiais da vela a desistirem da decisão de tirar a Star do programa dos Jogos do Rio. "Um ouro poderia ser importante para mudar a história."

Tudo o que sabemos sobre:
velaBimbaOlimpíada

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.