BNDES formaliza patrocínio para canoagem brasileira

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) formalizou nesta quarta-feira o patrocínio de R$ 2 milhões para a formação de uma equipe permanente de canoagem em Foz do Iguaçu, no Paraná. Será o primeiro apoio do banco de fomento a uma modalidade esportiva por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, seguindo o modelo adotado por outras estatais.

ALEXANDRE RODRIGUES, Agência Estado

21 de dezembro de 2011 | 18h53

Os recursos correspondem a 87,2% dos custos do projeto liderado pela Federação Paranaense de Canoagem (Fepacan), que vai abrigar em Foz do Iguaçu 16 atletas selecionados para treinamento intensivo na modalidade slalom. Eles irão utilizar as corredeiras dos canais de dez quilômetros de comprimento que foram construídos na barragem da hidrelétrica de Itaipu para a chamada piracema, o processo de reprodução de peixes que os leva a nadar contra a correnteza do rio.

Segundo os dirigentes da Fepacan presentes à cerimônia, o patrocínio permitirá a profissionalização do esporte no Brasil e a contratação de um técnico estrangeiro. A intenção do projeto é permitir aos atletas uma concentração maior nos treinamentos como forma de melhorar a performance da canoagem brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e, principalmente, nos do Rio, em 2016.

"Certamente temos esperança de medalha, de preferência de ouro, mas não haverá uma cobrança, o tempo vai dizer", disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ao assinar nesta quarta-feira o convênio com o presidente de Itaipu, Jorge Samek. Os dois posaram para fotos com Cassio Petry, atleta do ano na canoagem slalom.

Luciano Coutinho contou que o BNDES fez uma pesquisa para identificar uma modalidade esportiva para o seu primeiro patrocínio desse tipo e chegou à canoagem, que ele classificou como "quase órfã". Segundo ele, o banco também pretende apoiar a canoagem de velocidade - analisa projetos na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, e na represa Guarapiranga, em São Paulo.

"Entendemos que tínhamos que fazer um apoio completo e consistente (à canoagem). Pulverizar recursos entre muitos esportes não nos parece eficiente. Queríamos apoiar uma modalidade promissora", afirmou Luciano Coutinho.

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