BNDES pode ficar fora das reformas do Maracanã

Diretor diz que banco corre risco de não poder ajudar por causa de conflitos entre o Tribunal de Contas do Estado e da União

Alessandra Saraiva, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

As irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na licitação das obras do Maracanã podem deixar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de fora do orçamento das obras de reforma do estádio. O alerta partiu do diretor de Inclusão Social e Crédito do banco, Élvio Lima Gaspar. O banco tem crédito de R$ 400 milhões para cada uma das 12 arenas que vão hospedar os jogos da Copa de 2014.

O diretor falou sobre problemas detectados pelo TCU, mesmo depois de o edital já ter sido aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo Gaspar, o BNDES espera que os dois órgãos cheguem a um acordo sobre o assunto, para então o banco decidir sobre a alocação dos recursos ou não.

"Não se trata de um risco à execução das obras do Maracanã, mas sim talvez do risco de o BNDES não participar e não poder ajudar - o que vai talvez apertar um pouco as contas do governo do Estado. Esse seria o pior cenário", disse. "Mas, se o governo do Estado tiver condições de financiar, vai financiar as obras."

Para o TCU, o número de projetos de engenharia das reformas do Maracanã seria insuficiente para caracterizar os serviços contratados.

Entre as 12 arenas que receberão os jogos do Mundial, as obras dos estádios de Natal e São Paulo são as que "inspiram mais cuidados", nas palavras de Gaspar. Ele comentou que, no caso da arena de Natal, a licitação para as obras ainda não ocorreu, e está marcada para 2 de março. Já o Corinthians tem recursos para um estádio de 45 mil assentos. Para ser palco da abertura da Copa, a arena deve ter no mínimo 65 mil lugares. "Para aumentar vai precisar de um volume de investimento, que precisa de algum apoio público", avaliou. O acréscimo de 20 mil assentos representaria acréscimo de R$ 300 milhões no atual projeto, cujo orçamento é de R$ 350 milhões.

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