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Bob Burnquist completa 39 anos e garante que nunca vai largar o skate

Brasileiro analisa atual febre do surfe no Brasil

Renan Fernandes, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2015 | 07h00

O skatista Bob Burnquist completa 39 anos neste sábado (11), mas garante que ainda tem muita lenha para queimar. Além de se dedicar ao esporte que pratica desde os 11, o carioca também surfa, pilota helicóptero, salta de paraquedas, recentemente se aventurou em uma pequena participação na novela adolescente Malhação, da TV Globo, e ajudou a projetar um tênis voltado especificamente para o esporte, em parceria com a Oakley. 

"Eu vou andar de skate para o resto da vida. E eu vou estar criando para o resto da vida. O skatista profissional, diferente de um jogador de futebol, ou de um lutador, não precisa estar competindo para exercer a profissão. Eu posso estar criando conteúdo, criando rampas, posso estar fazendo 'n' coisas fora das pistas sem estar aposentado", explica o brasileiro. "Esse ano eu ganhei duas medalhas de ouro e uma de prata nos X-Games (espécie de olimpíada de esportes radicais). Então, competitivamente eu me sinto ótimo. Enquanto eu tiver dando trabalho estarei ali competindo", completa o maior medalhista da história da competição, com mais de 30 pódios.  

Quando começou a andar de skate, no fim da década de 80, Bob ainda enfrentou um certo preconceito que existia contra quem praticava o esporte. "Naquela época o skate tinha uma identidade muito underground, aquela coisa de vagabundo, de cara que não trabalha, de pessoas que usam droga."  

Este panorama foi mudando justamente quando os brasileiros começaram a atingir resultados de expressão fora do País. Lincoln Ueda, Marcelo Just, Digo Menezes, o próprio Bob e mais tarde Sandro Dias, conquistaram um destaque para o skate semelhante ao do surfe atual. 

Para Bob, este fenômeno é parecido com o que já aconteceu com o tênis, quando Guga começou a se destacar, e voltou a se repetir com o MMA, com surgimento de Anderson Silva. "Quando tem um brasileiro dando orgulho ao País as pessoas começam prestar mais atenção no esporte." 

E se engana quem acredita que há alguma rivalidade entre essas duas turmas. "Se o cara for um surfista que anda de skate, ele vai ser um surfista melhor. Eu surfo também. Eu sou surfista e sou skatista. Os esportes de prancha se completam muito bem. O que os caras do surfe estão conseguindo de atenção vem para a gente também. E eu sei que tudo que eu conquistei reflete neles. Sei disso porque eles mesmos falam para mim". 

MÃO NA MASSA

Dono de uma megarampa com 24 metros de altura, o equivalente a um prédio de oito andares, no quintal de sua casa na Califórnia, Bob Burnquist revela ter ajudado a projetar um half que está sendo construído pela prefeitura do Rio de Janeiro, em Madureira.

Este envolvimento, segundo o skatista, é uma forma de garantir que os recursos públicos sejam gastos de uma forma eficiente e para que o esporte continue sendo praticado. "Dói no meu coração chegar em uma pista onde se gastou tanto dinheiro e ela ser quase inútil".

Experimente descer a megarampa com Bob Burnquist em 360º

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