Bolt quer mulheres, boate e Neymar

No Rio para disputar uma corrida no domingo, o superastro deixou claro que sua prioridade na cidade é se divertir

LEONARDO MAIA / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2013 | 02h07

A segunda passagem de Usain Bolt pelo Rio de Janeiro começou ontem com uma entrevista coletiva em que o superastro jamaicano não se mostrou muito animado, talvez por culpa do cansaço de quem havia chegado à cidade poucas horas antes. Mas o velocista, que está no Rio para disputar uma prova de 150 metros no domingo, deixou o enfado de lado quando falou sobre as suas prioridades em terras cariocas. E elas não têm qualquer ligação com o atletismo.

"Sei várias coisas sobre o Brasil, mas o que eu mais sei é sobre as praias e sobre as meninas que vão às praias. Então, é claro que eu quero ir à praia. Nunca consigo ir. E também quero ir a uma discoteca", revelou Bolt, que nas horas vagas gosta de mostrar seus dotes como DJ. O dono de seis medalhas de ouro olímpicas também ressaltou o seu interesse pelo futebol. "Tem um jogador que eu gostaria muito de conhecer, o Neymar."

Outro desejo do velocista em sua segunda passagem pelo Rio de Janeiro é certamente bem mais fácil de realizar: comer um ovo de Páscoa.

Político, Bolt evitou fazer qualquer comentário crítico sobre o Engenhão, palco das competições de atletismo dos Jogos Olímpicos de 2016, que foi interditado nesta semana por causa de falhas estruturais.

"Acidentes acontecem em todo lugar do mundo, não é só aqui", comentou ele. "Há tempo suficiente para que corrijam os problemas até 2016, e tenho certeza de que tudo estará pronto."

Depois da entrevista, Bolt foi ao bairro de Sulacap, na zona oeste da cidade, para visitar o projeto Futuro Olímpico, criado para difundir o atletismo na periferia do Rio. Lá, o ídolo foi cercado por cerca de cem crianças e adolescentes que não esconderam o encantamento por estarem tão próximos de um mito do esporte. Simpático, Bolt deu autógrafos, conversou com os alunos do projeto e até simulou uma corrida com eles.

Contra o tempo. Na visita ao Futuro Olímpico, Bolt estava acompanhado do equatoriano Alex Quiñónez e do antiguano Daniel Bailey, que serão seus adversários na prova de domingo - a corrida terá também a participação de um brasileiro que sairá de uma prova eliminatória.

Outro que esteve com Bolt no projeto social foi o americano Jerome Singleton, que no evento de domingo vai enfrentar o campeão paralímpico dos 200m, o brasileiro Alan Fonteles.

Na verdade, o maior adversário de Bolt na pista montada na Praia de Copacabana será o cronômetro. Ele tentará bater o recorde mundial dos 150 metros, distância que não é olímpica. Em 2009, o velocista marcou 14s35 em uma pista que, assim como a carioca, foi feita especialmente para ele em uma rua de Manchester, na Inglaterra.

Para que um recorde obtido por Bolt no domingo seja homologado, a pista de Copacabana foi construída de acordo com as normas da IAAF, (Associação Internacional das Federações de Atletismo). Além disso, fiscais da entidade vão verificar a cronometragem da disputa.

O evento será a estreia de Bolt em provas curtas na temporada (ele disputou uma corrida de 400m no mês passado). Seu objetivo em 2013 é brilhar no Mundial de Moscou, em agosto.

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