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Bombas põem segurança dos Jogos em xeque

A explosão de três bombas-relógio na madrugada desta quarta-feira em Atenas, do lado de fora de um distrito policial fortemente guardado, põe em xeque o planejamento da segurança para os Jogos Olímpicos, que começarão daqui a 100 dias, em 13 de agosto. Ninguém saiu ferido, mas as explosões abriram um rombo no telhado da garagem da delegacia de Kalithea, danificando parte do prédio, lojas e carros próximos. As bombas consistiam de três bananas de dinamite, ligadas a um despertador. Cerca de 45 minutos antes das explosões, um jornal de Atenas recebeu um telefonema anônimo informando sobre o atentado, que depois não foi reivindicado por nenhuma organização."Não foi trabalho de terroristas internacionais, mas de uma facção de extremistas gregos", disse o porta-voz da polícia Lefteris Economou, em Washington, onde está para acompanhar reunião de autoridades gregas e norte-americanas sobre segurança na Olimpíada.Para o primeiro-ministro Costas Karamanlis, que em março assumiu o poder e a responsabilidade pelos Jogos, o atentado desta quarta-feira foi um "incidente isolado, que não afeta o planejamento da Olimpíada".A opinião é compartilhada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que recentemente, numa atitude inédita, fez um seguro contra o cancelamento dos Jogos por guerra, ataque terrorista ou desastre natural.Embora procurem minimizar a importância do ataque, dizendo que não está relacionado aos Jogos, membros do Comitê Organizador de Atenas (Athoc) admitem, em conversas privadas, que foi extremamente embaraçoso e não poderia ter acontecido em hora pior. "Foi constrangedor, mas os preparativos seguem em frente. A Olimpíada de Barcelona foi realizada na época em que a ETA tinha força total", disse um deles, que preferiu o anonimato.Para ter Jogos "seguros", a Grécia gastará cerca de US$ 1,2 bilhão e mobilizará mais de 50 mil homens. Medidas sem precedentes, que têm surtido pouco efeito para diminuir a preocupação internacional sobre a capacidade grega de fornecer proteção. Agora, o mínimo que a opinião pública espera é a rápida prisão dos culpados. "Qualquer explosão em Atenas é preocupante", disse Bob Elphinston, secretário-geral do Comitê Olímpico Australiano, frisando que o ataque ocorreu a 100 dias dos Jogos. "O tempo dirá se foi coincidência ou um ato simbólico."

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