Alexandra Beier / Reuters
Alexandra Beier / Reuters

Boris Becker é declarado culpado por ocultar bens para não pagar dívida milionária

Ex-tenista respondeu diversas acusações, entre elas a de esconder dois troféus de Wimbledon; alemão foi à falência em 2017 após não pagar empréstimo de 3 milhões de libras

Redação, Estadão Conteúdo

08 de abril de 2022 | 13h03

O ex-tenista Boris Becker foi considerado culpado de quatro acusações por omitir informações ao declarar falência em 2017, com o objetivo de evitar o pagamento de uma dívida milionária. Conforme noticiou a imprensa britânica, o julgamento ocorreu nesta sexta-feira no tribunal de Southwark, em Londres, sob a Lei da Insolvência, e a corte deu o parecer sobre 24 acusações contra o alemão, entre elas esconder dois troféus de Wimbledon, torneio do qual é tricampeão.

Becker foi à falência por causa de um empréstimo de 3 milhões de libras não pago ao banco privado Arbuthnot Latham, da Inglaterra, onde reside desde 2012. Enquanto a dívida era cobrada pelos banqueiros, ele declarou seus bens, mas as autoridades suspeitaram que milhões em ativos haviam sido ocultados, inclusive nove troféus.

O ex-tenista número 1 do mundo também foi acusado de ocultar premiações e propriedades. Do total de 24 acusações enfrentadas durante o julgamento, foi absolvido de 20 e declarado culpado por uma ocultação de propriedade, duas não divulgações de bens e uma ocultação de dívida.

Em audiência realizada no mês passado, foi dito no tribunal que Becker "agiu desonestamente" quando deixou de entregar ativos, antes e depois da declaração de falência, como dois troféus de simples conquistados em Wimbledon. Ao se defender, o alemão alegou que agiu seguindo conselhos de especialistas e que cooperou com as autoridades, citando o ato de ter apresentado até a própria aliança de casamento.

O advogado de defesa, Jonathan Laidlaw QC, afirmou que, após ficar rico e famoso, o ex-tenista deixava muitas responsabilidades nas mãos de conselheiros, que administravam "caoticamente" a vida do alemão, mesmo depois de sua aposentadoria. Segundo Laidlaw, Becker confiava muito nos conselheiros e "enterrava a cabeça na areia" quando o assunto envolvia dinheiro e finanças.

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