Borussia arranca um empate precioso na Ucrânia

Time alemão chegou ao 2 a 2 com o Shakhtar Donetsk no final e ficou perto da vaga nas quartas de final

DONETSK, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2013 | 02h04

O duelo entre dois azarões que mostraram força na primeira fase da Copa de Campeões terminou com um empate que deixa o Borussia Dortmund mais perto da vaga para as quartas de final. Com o 2 a 2 que conseguiu ontem na Ucrânia diante do Shakhtar Donetsk, o time alemão se classificará se empatar por 0 a 0 ou 1 a 1 em seu estádio no dia 5 de março.

A equipe da casa entrou em campo sem seu jogador que mais se destacou na fase de grupos: o ex-corintiano Willian, que foi para o Anzhi por 35 milhões (R$ 92,4 milhões) - o clube russo pagou a multa rescisória e o levou. Em seu lugar no ataque jogou Taison, ex-jogador do Internacional e que chegou do Metalist durante a janela de transferências de janeiro.

Taison é um bom atacante, mas Willian é melhor e era a referência técnica da equipe. Diante disso, o Shakhtar tinha dificuldade para ser perigoso na frente.

O Borussia pouco a pouco foi tomando conta do jogo graças à qualidade dos meias Goëtze, Reus e Kuba. Mandou uma bola na trave com Hummels e parecia perto de abrir o placar quando pagou caro por uma bobagem cometida pelo zagueiro Felipe Santana, ex-jogador do Figueirense.

Aos 31 minutos ele cometeu uma falta desnecessária sobre Luiz Adriano, que estava de costas para o gol, e na cobrança Srna colocou a bola no fundo da rede. O goleiro Weidenfeller colaborou, porque o chute foi quase no meio do gol.

A injustiça no marcador durou dez minutos. E foi corrigida num lance que começou mal e terminou bem para o time alemão. Lewandoski recebeu na área e "furou", mas seu erro tirou dois adversários da jogada e o deixou à vontade para marcar.

Veio o segundo tempo e o jogo mudou de cara. O Shakhtar tomou a iniciativa e começou a criar problemas para a defesa da equipe alemã. E o técnico Mircea Lucescu teve estrela quando colocou o meia Douglas Costa em lugar de Taison aos 16 minutos, porque sete minutos depois o jogador revelado pelo Grêmio acertou um belo chute e recolocou o time ucraniano em vantagem no placar.

O Borussia Dortmund teve a chance de empatar pouco depois, aos 28 minutos, mas Lewandowski perdeu um gol que um centroavante que se preza não pode perder. Ele recebeu um cruzamento de Goëtze e, livre de marcação, mandou para fora.

Bola parada. Quanto mais o tempo passava, mas dificuldade o time alemão encontrava para fazer seu jogo de toque de bola. Empurrados pelos torcedores, os jogadores do Shakhtar defendiam o resultado como leões e não deixavam a bola chegar perto do gol de Pyatov.

Mas mesmo os times que tentam ganhar jogando futebol se valem das bolas paradas quando a coisa aperta. E foi assim que os visitantes chegaram ao empate aos 42 minutos. Depois da cobrança de um escanteio, o zagueiro Hummels ficou livre e marcou de cabeça.

O gol nocauteou o Shakhtar, e encheu de confiança o time alemão. Nos últimos minutos a equipe segurou a bola, não correu riscos e saiu de campo com um resultado precioso.

Decidir em casa é um privilégio para o time que na primeira fase bateu Ajax, Real Madrid e Manchester City na Alemanha.

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