Botafogo ainda não sabe qual o tamanho do seu prejuízo

Clube alvinegro lucrou R$ 20 milhões no ano passado com aluguel do estádio para jogos, shows e outros eventos

LEONARDO MAIA / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2013 | 02h05

O fechamento do Engenhão trouxe grande prejuízo ao futebol carioca, que pela primeira vez terá uma final de seu Estadual disputada fora da capital (em Volta Redonda). E ninguém saiu mais prejudicado nessa história do que o Botafogo, que estima um rombo de dezenas de milhões de reais com a interdição por tempo indeterminado de seu estádio. O clube não tem um valor fechado, mas o cálculo não é muito complicado.

O Engenhão foi deficitário para o Botafogo até 2009. Após isso, o clube alvinegro começou a auferir lucro. No ano passado, foram quase R$ 20 milhões graças a shows, aluguel para jogos e outros eventos.

"É possível imaginar o tamanho do prejuízo, mas medir matematicamente, ainda não. Os nossos departamentos já estão debruçados nisso", comentou ontem o presidente Maurício Assumpção.

Para piorar, o dirigente garante que estava perto de fechar o tão sonhado acordo de "naming rights" do estádio - vale lembrar que promessas anteriores de que um acerto estava próximo não se confirmaram. Mas desta vez fontes do clube indicavam que duas empresas negociavam fortemente.

"Seria um valor menor do que R$ 30 milhões, mas com ações comercias e outras propriedades superaria essa marca", disse Assumpção, que rejeitou a possibilidade de tentar devolver a gestão do estádio ao município.

"A decisão não é para a devolução. Neste momento, a gente está focado nos prejuízos causados pela paralisação das atividade, e isso não passa pela cabeça da diretoria."

Treinos liberados. Outros aspectos também prejudicarão o clube carioca, que tem contratos comerciais com diversas empresas. O uso de camarotes também era uma boa fonte de receita para o clube.

O Engenhão não será totalmente fechado para uso do Botafogo. O time continuará a treinar no campo anexo e as demais instalações, como salas e escritórios, poderão funcionar.

O Estado entrou em contato com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que informou que não há nenhuma iniciativa para entrar com ação para verificar responsabilidades sobre o caso.

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