Botafogo desafia o favoritismo do Flamengo

Maracanã estará lotado para a decisão do título do primeiro turno do Campeonato Carioca

Bruno Lousada e Leonardo Maia, O Estadao de S.Paulo

23 de fevereiro de 2008 | 00h00

O Botafogo entrava na decisão do Campeonato Carioca do ano passado com favoritismo sobre o Flamengo. Depois de dois empates por 2 a 2, a equipe da Gávea foi campeã nas cobranças de pênaltis. Quando os rivais entrarem em campo, hoje, às 16 horas, a situação estará invertida. O Flamengo tem certa superioridade por ter mantido a base do time que terminou o Campeonato Brasileiro em terceiro lugar e se reforçado. O Botafogo trouxe 14 novas caras. Tanto de um lado quanto do outro, porém, a crença é de uma partida equilibrada, apesar dos alvinegros admitirem que os rubro-negros levam certa vantagem. "Eles têm um grupo mais experiente e com muitas opções de qualidade. Mas também diziam que o elenco do Fluminense era melhor que o nosso e os superamos", disse Cuca, técnico do Botafogo. Como de hábito, pelo lado flamenguista o assunto favoritismo é barrado. "Não existe isso", rebateu Joel Santana, treinador rubro-negro. "No ano passado, o Flamengo (do técnico Ney Franco) era visto como um time inferior e foi campeão." Alguns rivais concordam com Joel. O jovem atacante Wellington Paulista, de 24 anos, já se firmou no time e no coração da torcida do Botafogo, com personalidade dentro e fora de campo. "Falam que somos zebra desde antes de o campeonato começar. Mas eu já tinha dito que iríamos surpreender. Se formos campeões, iremos coroar o trabalho feito até aqui." Mas os números indicam que os rubro-negros podem ir ao Maracanã com um pouco mais de confiança. O Botafogo não vence o Flamengo há quase quatro anos. A última vitória foi em março de 2004. Desde aquela época, já são 13 jogos sem que os flamenguistas saibam o que é perder para o rival. Nos cinco duelos do ano passado, porém, foram cinco empates. "Podemos reverter isso na decisão", ponderou o volante Túlio, um dos botafoguenses que demonstram mais confiança. Some-se a isso o fato de Joel Santana ter dúvidas por excesso de opções - Toró ou Kléberson, Diego Tardelli ou Marcinho, Cristian ou Jônatas -, Cuca ter dúvidas por falta delas - Jorge Henrique não joga, Zé Carlos não tem presença assegurada, mas deve atuar, assim como Lúcio Flávio - e fica fácil questionar o velho clichê de que em clássico não há favorito.

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