Boxe: Vladimir Klitschko não inspira, apesar da vitória

Campeão dos pesos pesados não tem um olho roxo faz tempo numa luta e recebe críticas pelo desempenho

Erik Kirschbaum, AP

14 de julho de 2008 | 12h38

Olhando o palco após o 11.º assalto de mais uma vitória, Vladimir Klitschko não gostou de ter de ver um homem aliviado após a defesa do título da Federação Internacional e da Organização Mundial do boxe dos pesos pesados contra o americano Tony Thompson.O ucraniano residente em Hamburgo (ALE) apanhou um pouco de seu cansativo oponente no penúltimo round no sábado, mas o combate terminou com apenas um inchaço de um olho preto e azul do lado esquerdo e uma pálpebra direita inchada. "Eu não tenho um olho roxo faz tempo", disse Klitschko, 32 anos, ao canal RTL após a manutenção dos cinturões."Isso faz parte do boxe. Isto é melhor do que ter um olho preto e estar deprimido. Eu olho do mesmo jeito a luta agora". Klitschko, que alcançou a marca de 51 vitórias e três derrotas, foi melhor do que em sua vitória de fevereiro sobre o russo Sultan Ibragimov, quando ganhou o cinturão da OMB, embora nos dois primeiros rounds em Hamburgo tenha sido cauteloso, numa luta massacrante.Klitschko têm se sentido razoavelmente confiante nos desafios, confidencia o ucraniano após ver que os jabs de Thompson não estavam lhe atingindo. Mas, após um agressivo Thompson abrir um corte no olho direito do campeão no segundo assalto com sangue caindo, Klitschko calmamente voltou à realidade e atendeu às expectativas dos 12 mil fãs de sua casa adotiva por uma luta decente."Eu não estava no meu ritmo no começo", disse Klitschko, cujo sonho de disputar pela primeira vez o cinturão parou na aposentadoria de Lennox Lewis em 2003. "Mas meu jab foi melhorando a cada round." Thompson sabia que estava longe de ser uma ameaça para Klitschko, pois nunca teve uma grande reputação por quebrar corações e ter um queixo de vidro após ser derrubado em dois assaltos pelo sul-africano Corrie Sanders em 2003. "Eu sabia que eu tinha que acertar apenas um golpe e que aquele seria o correto", disse o desafiante de 36 anos, que enterrou sua cabeça nas cordas e chorou após a luta. "Aquilo era o que eu estava planejando para o fim da luta [a comemoração]. Mas ele fez primeiro. Eu não aceito a derrota. Estou triste."

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