Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Brandonn, uma estrela brasileira no Mundial Júnior de natação

Atleta do Corinthians é recordista mundial júnior nos 400 m medley

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2015 | 07h00

Maior esperança de medalha para o Brasil no Mundial Júnior de Natação, Brandonn Pierry de Almeida estreia nesta quarta-feira às 23h (horário de Brasília) na competição em Cingapura. Ele vai estrear nadando os 800 m livre, e ainda participará dos 400 m medley e dos 1.500 m livre.

O atleta do Corinthians chega com status de prodígio na competição que reúne adolescentes de 14 a 17 anos no feminino, e de 15 a 18 no masculino. “As expectativas são as melhores possíveis. Treinei muito, estou na minha melhor forma e se conseguir colocar em prática tudo o que fiz a vai vir um bom resultado”, que não foi ao Mundial adulto em Kazan para se preparar para a competição.

Aos 18 anos, ele é o recordista mundial júnior dos 400 m medley com a marca de 4min47s47 que conseguiu nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, quando ficou com o ouro na prova que teve a eliminação de Thiago Pereira. “Claro que ser recordista mundial júnior me gera uma pressão, mas tenho de saber lidar muito bem com isso para me ajudar.”

Ele também está cotado para fazer um bom nas duas provas de nado livre, principalmente nos 1.500 m. Este ano ele já bateu duas vezes o recorde brasileiro absoluto da distância – fez 15min12s20 em abril e 15min11s70 no Pan de Toronto). Em 2014, seu melhor tempo na prova foi 15min22s46. Sua rápida evolução leva a crer que Brandonn logo se tornará o primeiro brasileiro a completar a distância em menos de 15 minutos.

A delegação do Brasil a tem 20 atletas, e Brandonn é o mais experiente por já ter participado de outras competições internacionais e conseguidos bons resultados. Ele treina do Corinthians com o técnico Carlos Matheus. Mesmo sendo uma grande revelação, ele mantém os pés no chãopara não perder o foco. “Na hora da prova tenho de esquecer tudo e fazer o meu melhor, fazer tudo o que estou treinado para fazer.”

Para a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o Brasil tem condição de fazer um bom papel na competição. “Temos um grupo com grande potencial de crescimento. Alguns nadadores têm seus tempos entre os melhores do mundo, e esta é uma excelente oportunidade para se firmarem. Acredito que atletas deste grupo tem grande chance de fazer parte do time olímpico em 2016, inclusive no feminino. Esta geração, cada vez mais preparada em competições de base, tende a chegar ainda mais forte nas competições seguintes, como os Jogos de 2020”, diz Felipe Domingues, chefe da equipe do Brasil.

Brandonn, que teve seu nome escolhido por causas de filmes de artes marciais de Bruce Lee – seu irmão mais novo, também nadador, chama-se Bruce – espera corresponder às expectativas. “Acho que é muito importante se firmar em um Mundial Júnior. Muitos nadadores que estiveram na Olimpíada foram para o Mundial Júnior antes, e isso me dá mais motivação. Se Deus quiser vou estar na Olimpíada no ano que vem brigando com os melhores.”

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