Brasil 1: Equipe ainda negocia troca

O Brasil 1 está negociando com um novo navegador para as próximas etapas da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. A australiana Adrienne Calahan não fará parte da tripulação pelo menos nos trechos que exijam mais força física dos integrantes da equipe, entre África do Sul e Brasil, passando pela Austrália e Nova Zelândia, em que os barcos velejarão pelos Mares do Sul, região de ventos fortíssimos, ondas gigantes, com a possibilidade de encontrar icebergs enormes.?Essa mudança não tem nada a ver com o resultado da primeira etapa ou com o desempenho da Adrienne, que foram muito bons?, explica o comandante Torben Grael, aguarda a resposta da australiana ao convite para integrar a equipe de terra do Brasil 1. ?Queremos apenas uma pessoa mais adaptada às condições que vamos enfrentar. Os motivos da troca não foram técnicos.?Torben conta que os tripulantes tiveram problemas no início da primeira etapa ? entre Vigo, na Espanha, e Cidade do Cabo, na África do Sul ?, quando o regulador de velas Marcelo Ferreira ficou doente e não pôde participar dos turnos por alguns dias. Segundo ele, a disputa ficou mais difícil nesta edição da Volvo ? além de os veleiros VO 70 serem maiores que os antigos VO 60, com área vélica de até 500 m², o número de tripulantes caiu de 12 para 10.Na Cidade do Cabo, o Brasil 1, que divide a vice-liderança na classificação geral com o Ericsson, passa por ajustes para enfrentar os cerca de 11.300 km da segunda perna da regata, até Melbourne, na Austrália ? a largada é no dia 2 de janeiro.

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2005 | 20h08

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