Brasil 1 parte para a briga pelo vice na Volvo Ocean Race

O Brasil 1 ?radicalizará? na nona e última etapa da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race nesta quinta-feira, às 8 horas (horário de Brasília), apostando na disputa do segundo lugar. A tripulação do veleiro, que velejou 98 dias desde o início da regata há oito meses, estará completando 100 dias no mar, sábado. O comandante Torben Grael planeja fazer uma regata arrojada (na preparação ficaram, inclusive, equipamentos que não foram considerados absolutamente fundamentais porque estar mais leve significa ser mais rápido). O Brasil 1 larga de Roterdã, Holanda, para Gotemburgo, Suécia, para 500 milhas náuticas (926 km), numa briga com o americano Piratas do Caribe pelo segundo lugar na classificação geral. Uma briga difícil entre os comandantes Torben Grael e Paul Cayard, campeão da volta ao mundo em 1997/1998. São rivais também na olímpica classe Star em que Torben é bicampeão olímpico com Marcelo Ferreira. O holandês ABN 1 é campeão há algumas etapas (94 pontos). Quatro pontos separam o Piratas, em segundo (66), do Brasil 1, em terceiro (62). ?Nossa equipe está muito motivada. O ABN já ganhou, o Piratas só pode perder e nós podemos ir bem. Também haverá uma disputa entre o ABN 1 e o Ericsson, mas é pelo quarto lugar?, afirmou Torben que, no entanto, definiu como ?hercúlea? a missão de tirar a diferença que o separa dos Piratas. ?Ganhar uma etapa já é algo bem difícil. Esperar que o Piratas chegue depois de quarto também. É difícil, mas não é impossível. O ambiente na equipe não poderia ser melhor.? A previsão do navegador do Brasil 1, o holandês Marcel van Trieste, é de que as tripulações encontrem ventos de 15 nós nas primeiras 100 milhas - os barcos devem navegar no contravento, com água no convés. Marcel acha que não tem chance de a flotilha não completar o percurso de 500 milhas (926 km) em 48 horas. ?Esses barcos são tão rápidos que só precisam pegar o vento na direção certa, não precisa nem ser forte?, afirmou. Mas os organizadores não querem correr risco. Torben informou que os organizadores querem os barcos em Gotemburgo até sábado à tarde, de qualquer maneira, nem que tenham de colocar um portão obrigatório de passagem para encurtar a etapa.

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