Divulgação/COB
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Brasil abre 8 ouros de folga sobre Cuba e boxe pode ser diferencial

País caribenho já assegurou 10 medalhas na modalidade

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

22 de julho de 2015 | 00h05

Não é segredo para ninguém que Cuba manda no boxe do continente. Diferente do que fez há quatro anos, entretanto, o Brasil está longe de fazer frente aos cubanos nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Após a definição dos semifinalistas, o boxe brasileiro já sabe que vai ganhar apenas duas medalhas no Pan. Cuba, por outro lado, assegurou 10 e agora vai brigar para pintar essas medalhas de dourado.

A cinco dias do encerramento das competições em Toronto, o boxe pode acabar sendo o diferencial na briga pelo terceiro lugar do quadro geral de medalhas. Ao fim do dia nesta terça-feira, o Brasil tem oito de folga sobre o rival: 32 a 24.

A vantagem aumentou nesta quarta-feira porque o Brasil ganhou duas de ouro (nos 5.000 metros para mulheres, com Juliana Gomes dos Santos, e na equipe masculina de tênis de mesa) e Cuba apenas uma (no tae kwon do). Também faturou prata com Keila Costa (salto triplo), Álvaro Filho/Vitor Felipe (vôlei de praia) e com a equipe feminina de tênis de mesa e bronze com Jucilene Sales de Lima (dardo), Nathalie Moellhausen (espada) e Lili/Carol Horta (vôlei de praia).

Mas novamente o Brasil fecha o dia com sentimento de frustração. Na prova do atletismo em que a medalha de ouro era mais provável, o salto com vara masculino, nenhum brasileiro foi ao pódio. Darlan Romani (peso) e Giovani dos Santos (10.000 metros) também eram fortes candidatos à medalha e voltam para casa de mãos abananando.

No tae kwon do, já foram disputadas seis categorias, o Brasil chegou à disputa do bronze em quatro, mas só ganhou uma medalha. Na esgrima, os dois melhores brasileiros do ranking ganharam bronze. Isso sem contar o vôlei de praia, em que o País é soberano no mundo.

Cuba, entretanto, começou muito mal as competições de atletismo do Pan. Líder do quadro de medalhas da modalidade em 2011 (18 de ouro, 33 no total), não ganhou nenhuma das 36 já distribuídas em Toronto.

O Canadá faz o caminho contrário. Foi ao pódio irrisórias quatro vezes em 2011 e, só nesta terça-feira, ganhou esse mesmo número de medalhas, mas em ouro. Os donos da casa somam 10 pódios no atletismo, sendo cinco com ouro. Os Estados Unidos têm o mesmo número de medalhas, só uma dourada.

Na briga pela liderança no quadro de medalhas, a vantagem dos Estados Unidos segue sendo de 10 medalhas: 69 a 59. No total, entretanto, os norte-americanos abriram mais um pouco: 183 a 160. Outra disputa interessante é entre México e Cuba pelo total de medalhas. Os mexicanos foram ao pódio seis vezes ao longo do dia, os cubanos só três e a desvantagem já é de apenas quatro medalhas a favor de Cuba.

OLHO NO ATLETISMO

A quarta-feira promete ser de poucas medalhas para o Brasil fora do estádio da Universidade de York. Esgrima e tae kwon do repetem a programação dos dias anteriores, com a disputas de duas categorias cada um. No florete, competem Bia Bulcão, Gabriela Cecchini, Ghislain Perrier e Guilherme Toldo. Já a participação no tae kwon do chega ao fim com Guilherme Felix e Raphaela Galacho. As outras disputas de ouro do dia são do contrarrelógio, no ciclismo de estrada.

No atletismo, em contrapartida, serão disputadas oito finais. Dezessete brasileiros vão competir, com destaque para Geisa Arcanjo (arremesso de peso), Higor Alves (salto em distância) e Flávia Maria de Lima (800 metros), que já estão na final. Ana Cláudia Lemos e Rosângela Santos participam da semifinal e buscam classificação para a brigar pela medalha ainda na quinta-feira.

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