Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Brasil amplia o leque de chances na natação

Sem Felipe França e com Cielo fora do seu auge, seleção aposta em outros nomes

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2013 | 23h55

Com Cesar Cielo um pouco distante de sua melhor forma e sem Felipe França, que foi campeão mundial nos 50m borboleta em 2011 e sequer se classificou este ano, a equipe de natação do Brasil inicia hoje sua participação no Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona depositando esperança em mais nomes.

Cielo hoje faz parte, sem protagonismo, de um grupo numeroso de atletas com chances de pódio nos 50m livre, integrado também pelo campeão olímpico Florent Manaudou, o norte-americano Nathan Adrian, o australiano James Magnussen e o russo Vladimir Morozov.

O brasileiro foi para o Mundial como quarto no ranking, com o tempo de 21s57, e fixou como objetivo obter as melhores marcas de sua vida tanto nos 50m livre como nos 50m borboleta, as duas provas que venceu no Mundial de Xangai, em 2011.

Nos 50m borboleta, aliás, o Brasil tem outro bom nome: Nicholas Santos, o segundo no ranking mundial, com 23s05; Cielo é o sexto, com 23s15.

"Acho que o Nicholas e o Cesar são os dois melhores do mundo hoje nos 50m borboleta, e nessa ordem", diz o treinador-chefe da delegação brasileira, Alberto Pinto da Silva.

Hoje haverá eliminatórias nos 50m borboleta.

Nicholas, que por muitos anos foi um coadjuvante nas maiores competições, obteve confiança ao conquistar o ouro no relativamente desprestigiado Mundial de piscina curta, ano passado, em Istambul.

"Essa sensação de ter subido ao pódio no Mundial de curta foi muito importante para mim. Os adversários passaram a me ver com outros olhos, como um nadador competitivo, e isso me fortaleceu", diz o velocista de Ribeirão Preto que, aos 33 anos, espera obter o melhor resultado de sua carreira.

Outro nome interessante é Marcelo Chierighini, que seguiu os passos de Cielo no início da carreira e se prepara em Auburn, nos Estados Unidos, com o australiano Brett Hawke – ex-treinador de Cielo.

"A gente espera um amadurecimento do Chierighini, que é um garoto de muito talento. Teve uma subida muito rápida e praticamente já começou na seleção brasileira, logo no início da carreira. Ele pode surpreender e até brigar por uma medalha", diz Albertinho.

Chierighini é hoje o sexto no ranking dos 100m livre.

Thiago Pereira, vice-campeão olímpico nos 400m medley, afirma que não vai disputar essa prova, que considera extenuante. Deposita esperanças nos 200m medley.

Num ano atribulado, em que se casou e teve dificuldades para encontrar clube após ser dispensado do Corinthians, Thiago só começou a treinar em março. No entanto, assim que se concentrou, progrediu rapidamente e venceu o Aberto da França, no início do mês, registrando 1min58s92.

"Vamos ver, nunca vai ser fácil. O fato de não ter mais o Phelps na prova não facilita nada. O nível continua muito alto. O mundo está rodando muito rápido, e já foi o tempo em que o Mundial em ano pós-olímpico tinha nível mais baixo."

Ontem, o Brasil concluiu sua participação nas maratonas aquáticas com o quinto lugar de Ana Marcela Cunha e o primeiro lugar na pontuação geral

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