Brasil atropela a China e mantém boa fase no polo aquático

A seleção brasileira masculina de polo aquático segue como grande destaque da Superfinal da Liga Mundial da modalidade, em Bérgamo (Itália). Nesta quarta-feira, pela segunda rodada do Grupo A, a equipe comandada pelo croata Ratko Rudic venceu com facilidade a China, por 15 a 7.

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

24 de junho de 2015 | 12h33

A vitória não chega a ser surpreendente, porque o Brasil venceu os confrontos mais recentes contra a China, inclusive na Superfinal do ano passado, na decisão do penúltimo lugar, por um gol. A novidade é a facilidade apresentada pelos brasileiros, que dominaram toda a partida e só permitiram uma breve reação dos chineses no segundo quarto, quando perderam três contra-ataques.

Na terça-feira, o Brasil estreou na Superfinal com vitória por 17 a 10 sobre o time principal da Croácia, uma das potências da modalidade e atual campeã olímpica. Pesa a favor dos brasileiros o técnico Rudic, que levou os compatriotas ao ouro olímpico em 2012 e que agora comanda a seleção brasileira. Ele é considerado o melhor treinador de polo aquático de todos os tempos.

Sob o comando dele, a seleção mudou completamente sua forma de jogar. O treinador tem apostado na força física, fazendo com que os atletas treinem até mesmo nos dias de jogo. Os reforços, entretanto, também fazem nítida diferença.

Em Bérgamo, o Brasil contra com a estreia do cubano Ives Alonso, que mora há mais de quatro anos no País e conseguiu a naturalização por conta própria, e do croata Josip Vrlic, que não tem laços de sangue com o Brasil e foi contratado pela CBDA para jogar pela seleção.

Além deles, o time conta com outros três atletas que mudaram suas nacionalidades esportivas, mas todos têm sangue brasileiro: Felipe Perrone (melhor jogador da última Liga dos Campeões da Europa, nascido e criado no Brasil, mas que jogava pela Espanha), Adriá Delgado (filho de brasileiros, usava a nacionalidade espanhola) e Paulo Salemi (nascido e criado na Itália).

Na Liga Mundial, e também no Pan, a seleção não vai contar com o goleiro sérvio Slobodan Soro, naturalizado junto com Vrlic, mas que não teve sua naturalização esportiva autorizada pela Federação Internacional de Natação (Fina). Em Bérgamo, Rudic está revezando os goleiros Thyê e Bin Laden.

Na Superfinal, o Brasil ainda faz mais um jogo pelo Grupo A, disputando a liderança contra a Hungria. Se vencer, enfrenta o quarto colocado do Grupo B nas quartas de final. Na outra chave estão Sérvia, EUA, Austrália e Itália.

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