Brasil atropela na Copa do Mundo

Cesar Cielo, Felipe França, Thiago Pereira e Joanna Maranhão garantem dia vitorioso no Maria Lenk

Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2010 | 00h00

Terminou ontem, com o brilho das estrelas habituais, a primeira etapa da Copa do Mundo de piscina curta, realizada no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio. Apesar do nome internacional, a competição, com pequena participação de nadadores estrangeiros, na verdade tornou-se praticamente um torneio nacional para os brasileiros fazerem os últimos ajustes para a disputa do troféu José Finkel, que começa dia 20. Dada a quase ausência de adversários de primeiríssimo nível, não foram surpresas os destaques da curta competição.

Thiago Pereira dominou suas provas e conquistou quatro ouros. Cesar Cielo teve mais dificuldades com o alemão Steffen Deibler, mas levou as medalhas douradas nos 100 m e 50 m livre. Felipe França venceu duas provas de peito e Joana Maranhão conquistou outros três ouros.

"É fim de temporada, estou muito cansado. Não tem polêmica", disse Cielo, questionado sobre uma possível queda de rendimento, em virtude das vitórias apertadas sobre o nadador alemão. "Agora vou dar tudo de mim no Finkel para somar pontos para o Flamengo e depois traçar meus planos para o ano que vem", contou o campeão olímpico e mundial, que foi "vítima" de chuva de camisas e cadernos de grupo de alunos de escolinhas de natação, atrás de autógrafo.

A garotada que sonha um dia brilhar nas piscinas, por sinal, foi responsável por não deixar as arquibancadas do Maria Lenk muito vazias. Nos três dias de provas, a presença de público foi reduzida, talvez pela pouca divulgação publicitária e pela localização do parque, numa região afastada do centro do Rio, na zona oeste. "É uma pena uma estrutura dessas estar largada desse jeito. Era preciso utilizá-la para projetos sociais. Será que vai acontecer a mesma coisa com as estruturas que forem construídas para a Olimpíada?", questionou um politizado Thiago Pereira.

De volta ao tradicional. A competição também serviu como mais um teste para os nadadores se avaliarem sem os maiôs tecnológicos. Thiago parece ter se ajustado bem ao retorno das bermudas tradicionais. Além de vencer os 400 m, os 200 m e os 100 m medley e os 200 m livre, estabeleceu novas marcas sul-americanas nos 100 m e 200 m medley.

"Valeu essa competição. Estamos nos readaptando ao fim dos trajes especiais. Não achei que estaria tão bem, porque fiquei uma semana parado para descansar", disse o campeão pan-americano, um dos poucos brasileiros que deve participar das sete etapas da Copa do Mundo, até o Mundial em Dubai, em dezembro. Ao todo, o Brasil conquistou 59 medalhas. Foram 16 de ouro, 22 de prata e 21 de bronze.

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