Wander Roberto/Divulgação
Wander Roberto/Divulgação

Brasil busca a vitória contra a Eslovênia por adversário mais fácil

Penúltimo jogo na fase de grupos do Mundial de Handebol, às 12h, define se a seleção avança às oitavas em terceiro ou quarto lugar

Vítor Marques - Enviado especial a Doha, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 06h55

A seleção brasileira faz nesta quarta-feira o seu jogo mais importante na primeira fase do Mundial masculino de handebol. Se ganhar da Eslovênia, em partida que começará às 12 horas (de Brasília), ficará em situação confortável para cumprir o objetivo de avançar em terceiro lugar na chave (na última rodada enfrentará o Chile, o saco de pancadas do Grupo A). Se perder ou empatar dificilmente deixará de ser a quarta colocada – o que deverá colocá-la contra a temida Croácia, uma das favoritas ao título, logo nas oitavas de final.

Terminar em terceiro na chave pode ser decisivo para o Brasil ir além do 13.º lugar obtido no Mundial da Espanha em 2013, que é a melhor colocação do País na história da competição. Ganhar o jogo das oitavas – que provavelmente seria contra a Macedônia – já poria a seleção entre as oito melhores.


O crescimento do Brasil – que na segunda rodada fez jogo duro e perdeu por apenas dois gols para a Espanha, atual campeã do mundo – é fruto da presença de vários brasileiros em clubes da Europa. É o caso de nove integrantes do grupo que o técnico Jordi Ribera trouxe para o Mundial. Um deles é o ponta-esquerda Felipe Borges, autor de nove gols na vitória sobre a Bielo-Rússia e de 16 na competição. Depois de jogar na Espanha durante quatro anos, ele está desde 2013 no Montpellier, da França – os outros oito “europeus” atuam na Espanha. "Os jogadores saem do Brasil e depois de um, dois anos, já percebem o quanto evoluíram tecnicamente. As ligas lá fora são bem mais fortes", disse Borges.

Em geral as seleções europeias têm jogadores mais fortes e altos, e por isso se defendem bem – há times com mais de três jogadores com dois metros, ou mais, de altura. "O biotipo é diferente, mas temos jogadores habilidosos e com qualidade técnica para superar essa desvantagem”, argumentou Borges. “Eles têm tradição, uma liga melhor, mas nós também estamos jogando na Europa e elevando o nível do nosso jogo."

Para Jordi Ribera, a chave do jogo será defender bem – como o time fez contra a Bielo-Rússia. "A Eslovênia é um time muito rápido."

*O repórter viajou ao Mundial a convite da Federação Internacional de Handebol.

Tudo o que sabemos sobre:
handebolMundial de Handebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.