Brasil cai no segundo amistoso

Seleção masculina, após sofrer derrota para os Estados Unidos, perde para a França na fase de preparação aos Jogos

ALESSANDRO LUCCHETTI , ENVIADO ESPECIAL/ ESTRASBURGO, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 03h04

Rubén Magnano frisou logo no primeiro jogo da preparação olímpica para Londres: prefere sempre vencer. Claro que ele utiliza as partidas para observar o desempenho de seus jogadores nas diferentes variações táticas, mas a busca pela vitória não está subordinada às observações. Partindo-se dessa premissa, o treinador colocou os jogadores que considerou os mais adequados. Novamente, o Brasil demonstrou enorme dificuldade para vencer um jogo em que chegou a abrir 11 pontos de vantagem no terceiro quarto do amistoso contra a França, ontem, em Estrasburgo, e foi derrotado: 78 a 74.

Leandrinho cometeu três erros, sendo um deles uma andada, e teve um dos piores aproveitamentos nos arremessos: 38%. Mesmo assim, foi o jogador com o maior tempo de quadra (24min04), atrás apenas de Marquinhos (26min34). Desanimado com o baixo desempenho, ao ser substituído, no último quarto, deixou a quadra de cabeça baixa, o que levou a Magnano a lhe dar tapinhas de incentivo na nuca e no traseiro. Ainda assim, o ala-armador, que está sem clube na NBA, ainda retornou, sem conseguir dar uma contribuição efetiva ao Brasil.

Enquanto isso, Nando De Colo (pronuncia-se De Colô) decolou. O ala-armador de 1,95m acertou arremessos impossíveis, mesmo marcado, e fez a diferença no último quarto, quando anotou 8 dos 13 pontos que marcou na partida. "Esperei um momento em que a equipe passou a jogar para mim", comentou.

O Brasil chegou a exibir momentos sublimes, com um basquete rápido, vistoso e eficiente. O melhor foi o início do segundo tempo, quando desfez uma desvantagem de dois pontos (41 a 39) e chegou a abrir onze. "Tivemos a possibilidade aberta de vencer, mas não conseguimos entender qual caminho seguir no momento em que a partida se equilibrou", afirmou Magnano.

Manhoso, o treinador argentino reclamou da arbitragem. Tony Parker, grande estrela da França, com três títulos da NBA no currículo, pelos Spurs, seria beneficiado pelo apito caseiro. Parker foi o cestinha do jogo com 22 pontos - 13 anotados em lances livres. Mas Magnano não quer dar a impressão de que está se lamuriando. "Não quero perder tempo pesquisando justificativas, mas procurando caminhos para o próximo jogo."

Um dos caminhos talvez seja deixar Leandrinho mais tempo no banco. Alex é imprescindível na marcação em determinados momentos. Ele foi destacado para marcar Parker e deu conta do recado; mas Huertas foi obrigado a se sacrificar na tentativa de conter De Colo, que estava imparável, e até assistência com bola por trás das costas acertou. No meio desse esforço defensivo, o ex-jogador do Phoenix e do Toronto Raptors ficou perdido.

Magnano sinaliza com bons argumentos. "A equipe vai estar pronta no dia 29 (dia da estreia nos Jogos Olímpicos, contra a Austrália). O ponto que queremos alcançar não se atinge em treinos ou amistosos, mas na competição." Marcelinho Huertas e Nenê foram os cestinhas do Brasil, com 12 pontos Hoje, às 14h30, o Brasil enfrenta a Austrália.

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