Daniel Zappe/MPIX/CPB
Daniel Zappe/MPIX/CPB

Brasil celebra 4 pódios no México em Mundial Paralímpico de Halterofilismo

Mateus de Assis, Evânio Rodrigues e Lucas Manoel conquistaram medalhas na competição no México

Rafael Franco, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2017 | 10h38

O Mundial Paralímpico de Halterofilismo, encerrado nesta sexta-feira, na Cidade do México, teve um saldo considerado "positivo" para o Brasil, embora apenas um competidor do País tenha faturado uma medalha no torneio adulto do evento realizado no Ginásio Olímpico Juan de La Barrera. O País, porém, ganhou outros três pódios na disputa júnior desta mesma competição na capital asteca.

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Entre os mais velhos, a única medalha veio por meio do baiano Evânio Rodrigues, de 33 anos, com um bronze na categoria até 88kg, sendo que ele vinha de uma prata obtida nesta mesma categoria nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016.

Já entre os garotos, o grande destaque brasileiro foi o manauara Lucas Manoel, de apenas 16 anos, que faturou o ouro na classe até 49kg. O mineiro Mateus de Assis, por sua vez, foi prata entre os competidores de até 107kg com 172kg na barra, enquanto o bronze na mesma classe foi amealhado pelo paraense Vitor Afonso dos Santos, com 164kg.

"Um ouro, uma prata e um bronze vindo de atletas que a gente não esperava nos dá a segurança de dizer que o balanço do Mundial Júnior é positivo. Aqui no México o Brasil contou com oito atletas desta categoria, o que mostra a força do trabalho dos Centros de Referência da modalidade espalhados pelo País, que está trabalhando a base", afirmou Felipe Dias, coordenador de halterofilismo da seleção brasileira paralímpica.

Já ao falar sobre o bronze obtido por Evânio, o profissional da equipe nacional exaltou o feito do para-atleta como uma comprovação de sua competência como halterofilista paralímpico, depois de ter a importância de sua prata na Paralimpíada colocada em dúvida por algumas pessoas pela forma pela qual a medalha foi conquistada.

"Medalha do Evânio mostrou uma evolução muito boa porque muito se falou que a prata do Rio-2016 foi 'falsa' porque os favoritos queimaram todas as pedidas e a prata caiu no colo. Mas aqui a gente viu que não, que este bronze foi real, foi competitivo. Ele brigou com os caras que não conseguiram validar os movimentos nos Jogos Paralímpicos e aqui eles foram ouro e prata. Então, o bronze do Evânio é representativo", ressaltou Dias.

O Brasil também conseguiu conquistar no México a sua melhor campanha em Mundiais Paralímpicos, apesar de este crescimento ter sido pequeno. Até esta edição da competição, o desempenho mais importante na competição havia sido alcançado na edição de Dubai-2014, onde levou um ouro entre os juniores, com Rafael Vansolin, e um bronze no adulto, com Márcia Menezes.

"Acho que estamos no caminho certo, fundamental é continuar fazendo a máquina girar para trazer mais atletas jovens porque a capacidade que o Brasil tem de desenvolver os jovens é impressionante, então é nisso que vamos apostar", destacou Felipe Dias.

No dia final do Mundial de Halterofilismo, que contou a participação de 71 países e teve o Brasil competindo com uma delegação de 17 atletas, a carioca Tayana Medeiros, de 24 anos, ficou em oitavo lugar na acima de 86 quilos, com 112 quilos na barra.

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