Brasil conquista 2º lugar na EMA 2001

Desde o domingo, dia 25, 48 equipes mistas de várias partes do mundo encararam toda a sorte de privações enquanto realizavam provas de esportes radicais, como rappel, canoagem, vela, trekking, mountain bike, percorrendo 550 km da Amazônia paraense. Hoje de madrugada, às 2h33, a equipe da Finlândia, Nokia Adventure, levou a melhor. "Dormimos apenas quatro horas durante toda a competição", conta Mika Harvinen. Sete horas depois, às 9h22, chegaram os brasileiros da Lontra Radical. "Por causa do vento não conseguíamos avançar com a catraia (embarcação rústica nativa), foi muito duro, fiquei muito nervoso", conta Rafael Reyes de Campos, da equipe brasileira. As outras equipes estão sendo aguardadas até amanhã, sábado, na praia de Carauary, em Alter do Chão. "Foram duas etapas, a final começou ontem com 110 km de mountain bike e 80 km de catraia (embarcação nativa), velejando pelos rios Amazonas e Tapajós", conta Alexandre Freitas, presidente da Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura (SBCA), organizador da Expedição Mata Atlântica (EMA). "A prova foi muito dura, chegamos a nos perder em mata fechada durante uma hora, em um trekking", conta Harvinen. Na disputa pela primeira posição, a equipe brasileira Lontra Radical e a finlandesa Nokia Adventure (campeões mundiais) disputaram passo-a-passo, se revezando na liderança a partir do Posto de Controle n. 6 (foram 21 no total). No PC 17, a Nokia conseguiu uma pequena folga de uma hora, chegou na madrugada da quinta-feira, 1h01, a Lontra às 2h20. "Estávamos na frente no duck (canoa inflável) e não vimos a Nokia passar, acho que erramos a orientação", diz Luiz Antonio Barbosa, da Lontra. Completam o time brasileiro Marina Bianca Verdini e Victor Lopes Teixeira. A equipe campeã vai levar R$ 60 mil para a Finlândia. "Vivemos destas corridas e este é o nosso salário", brinca Harvinen, que daqui a duas semanas estará com seus companheiros Petri Forsman, Jukka Pinola e Elina Makirautila, nas Ilhas Virgens Britânicas para mais uma corrida de aventura. O Brasil receberá R$ 20 mil. A terceira equipe, que ainda não chegou, levará R$ 10 mil. A premiação ocorrerá neste sábado à noite. A única queixa das equipes são as intensas queimadas na região, que abrem imensas clareiras no meio da selva e proporcionam um triste cenário, contrastando com a exuberância da floresta.

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