Brasil, de virada, vai buscar o tri

Seleção consegue se recuperar depois de estar perdendo por 2 a 0 e vence com gols de Luís Fabiano (2) e Lúcio

Luiz Antônio Prosperi e Sílvio Barsetti, JOHANNESBURGO, O Estadao de S.Paulo

29 de junho de 2009 | 00h00

Brasil conquistou pela terceira vez o título da Copa das Confederações com um futebol objetivo, como defende o técnico Dunga, o primeiro a abraçar o zagueiro e capitão Lúcio, autor do gol da virada, o gol do título, na vitória sobre os Estados Unidos por 3 a 2, ontem, em Johannesburgo. Luís Fabiano fez os outros dois gols e se tornou o artilheiro da Copa, como prometera, com média de um gol por partida. Repercussão da conquista do BrasilA zebra passeou na terra dos leões nos 45 minutos iniciais da decisão. Os Estados Unidos, ainda sob o impacto de terem eliminado a Espanha na semifinal, eram velozes nos contra-ataques e surpreenderam o Brasil, até então apático, sem iniciativa e dependente de Kaká.Era o meia recém-contratado pelo Real Madrid que tentava criar alguma coisa. Kaká está a todo instante nos comerciais de TV e em painéis publicitários espalhados pela África do Sul. Seu nome estava na camisa 10 da maior parte da torcida brasileira presente ao Ellis Park Stadium. Enfim, Kaká era a esperança do vira-vira.Ele incentivou o time nas duas vezes em que Julio Cesar se viu em desespero. Na primeira, Dempsey recebeu lançamento livre de Spector e só escorou. Na outra, Donovan driblou Ramires e chutou forte. O placar de 2 a 0 para os EUA esfriou mais ainda o público - a temperatura chegou a 5 graus durante o jogo e os sul-africanos, em peso, apoiavam o Brasil.Quem esperava por Kaká, viu Luís Fabiano, o Fabuloso, dominar bem a bola e chutar de esquerda logo no minuto inicial pós-intervalo. O gol mudou o jogo. A equipe impôs sua melhor qualidade técnica e não deixou espaços para o time americano.O árbitro sueco Martin Hansson deve ter chegado ao vestiário do Ellis Park aliviado com a vitória do Brasil. Se o título ficasse em outras mãos, ele teria de explicar para o resto da vida que não viu a bola cabeceada por Kaká entrar antes de ser rebatida pelo goleiro Howard.Eram 15 minutos do segundo tempo e Kaká reacendia a chama do título. Com luvas pretas e vibração, ele arrancou pouco depois pela esquerda, passou pelo marcador e cruzou para Robinho chutar na trave. Houve mais uma vez rebote e, de cabeça, Luís Fabiano não deixou dúvidas para a arbitragem.Kaká e Luís Fabiano se candidatavam a donos do jogo. Mas queriam dividir os louros. E então convocaram Lúcio para, também de cabeça, finalizar escanteio cobrado por Elano. Mesmo sem um futebol brilhante, o Brasil carimbava ali mais um troféu. Agora, só pela Copa das Confederações, são três voltas olímpicas - com as de 1997 e 2005. CHAVES DO JOGO1. JOGADAS PELAS PONTASBrasil insistiu muito pelo meio no primeiro tempo. A virada veio com jogadas pelos lados do campo, principalmente com Kaká2. FARO DE GOL Luís Fabiano esteve sempre no lugar certo. Fez o primeiro gol em jogada individual e marcou o segundo num rebote de finalização de Robinho no travessão3. SEGUNDO TEMPO Seleção brasileira terminou o primeiro tempo perdendo por 2 a 0. Marcou gol no início da segunda etapa e incendiou o jogo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.