Gaspar Nóbrega/Inovafoto
Gaspar Nóbrega/Inovafoto

Brasil derrota Argentina e é ouro no rúgbi sevens, em Santiago

Equipe sofreu apenas cinco pontos durante todo torneio, no primeiro jogo contra a Argentina

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2014 | 21h21

SANTIAGO - Com uma campanha arrasadora neste fim de semana, o time feminino de rúgbi sevens do Brasil conquistou a medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos, em Santiago, no Chile. Com a vitória sobre a Argentina por 40 a 0, as meninas também garantiram a classificação para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015. O destaque da equipe comandada pelo técnico neozelandês Chris Neill foi Julia Sardá, que anotou quatro tries (cada um vale cinco pontos).

Em sete partidas disputadas, o Brasil marcou 254 pontos ao total. Número contrastante com os apenas cinco sofridos, justamente contra a Argentina na fase classificatória. Na caminhada pela medalha, a equipe atropelou Paraguai (44 a 0), Venezuela (48 a 0), Colômbia (22 a 0), Argentina (34 a 5), Uruguai (32 a 0) e Chile (34 a 0) para reencontrar as argentinas na decisão.

"A gente vem treinando muito forte, o time está evoluindo e se preparou muito para esse campeonato. Acho que a gente se sobressaiu porque treinou a mais", avalia Edna Santini, eleita por especialistas a melhor jogadora de rúgbi sevens do Brasil em 2013.

Tantos jogos em dois dias só foram possíveis pelas particularidades da modalidade. O jogo é disputado em dois tempos de sete minutos, com sete jogadores em cada time, enquanto o rúgbi tradicional é composto por 15 atletas e jogado também em duas etapas, mas de 40 minutos.

O time conquistou o seu décimo título sul-americano, nove em torneios da modalidade e o primeiro na competição poliesportiva. Mas, se comparado ao nível mundial dos atletas, o País ainda precisa evoluir para se equiparar às potências. Na terceira etapa do circuito, disputada na Arena Barueri em fevereiro, venceu apenas um jogo e acabou em 10.º lugar entre as 12 equipes de ponta.

Consciente dessa diferença, Edna acredita que as equipes sul-americanas estão se desenvolvendo. "Comparado ao Circuito Mundial, é mais fácil. Mas as equipes sul-americanas têm crescido muito. Paraguai e Colômbia têm mostrado um jogo de muita evolução."

O rúgbi sevens entrou para o programa olímpico e será disputado na Olimpíada do Rio, em 2016. E a expectativa é grande para as jogadoras. "Não sei se vai ter pressão, mas vai ser um esporte novo e espero que todo mundo goste e apoie a gente", torce Edna.

Tudo o que sabemos sobre:
rúgbi sevensJogos Sul-Americanos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.