Brasil é castigado por gols perdidos

Diante da boa Colômbia, seleção cria muitas chances, Neymar perde pênalti e time de Mano só empata

MATEUS SILVA ALVES , O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2012 | 02h04

Em seu último jogo em 2012 com a formação principal, a seleção brasileira mostrou argumentos para derrotar a Colômbia, em Nova Jersey, Estados Unidos, mas faltou-lhe melhor pontaria. O time tocou bem a bola e foi rápido e insinuante no ataque, só que os gols não saíram na quantidade que deveriam ter saído. O castigo foi o empate por 1 a 1 na partida contra uma equipe forte, que está fazendo boa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014 e tem alguns jogadores de destaque no futebol europeu.

O amistoso de ontem era para Mano Menezes uma ótima chance de aperfeiçoar o esquema de jogo sem centroavante, com Neymar trabalhando à frente da linha de meias, e foi assim que a seleção jogou desde o início. Entretanto, mais do que a formação tática, com seus números que se embaralham no corre-corre dos jogadores, o que importava mesmo era o jeito como a equipe tentaria chegar ao gol colombiano. Existem mil e uma maneiras de fazer isso e, felizmente, o técnico gaúcho decidiu adotar aquela que respeita a riquíssima tradição do Brasil, com vários jogadores talentosos trocando passes à procura do espaço na retaguarda adversária.

Nos primeiros minutos, os homens de frente da seleção andaram se estranhando, mas aos poucos eles foram encontrando seu lugar no gramado e, com isso, as jogadas começaram a sair. Colocar a bola dentro do gol é que foi o maior problema do Brasil no primeiro tempo. Kaká esteve muito perto de marcar duas vezes - em uma delas, um belo chute por cobertura do meia beijou o travessão - e Neymar só não abriu o placar porque o goleiro Ospina fez uma grande defesa em uma cabeçada à queima-roupa da estrela do Santos.

Outras chances foram criadas (e perdidas) pela seleção, enquanto a Colômbia claramente se limitava a fechar os espaços em seu campo de defesa e esperar por qualquer erro de passe do Brasil para avançar em velocidade. Isso ocorreu algumas vezes na primeira etapa, mas os zagueiros e os volantes brasileiros estavam sempre atentos para proteger o gol de Diego Alves.

Em uma das raras vezes em que a Colômbia atacou tocando a bola, no entanto, ela fez o que o Brasil não havia conseguido: abrir o placar. Em sua primeira grande jogada na noite, James Rodríguez, nova sensação do futebol colombiano, deixou o lateral-direito Cuadrado à vontade para invadir a área, chutar cruzado e superar o goleiro brasileiro.

Com menos de um minuto de segundo tempo a seleção perdeu mais uma chance - outra ótima defesa de Ospina em finalização de Neymar. Estava claro que o Brasil seria ainda mais agressivo do que na metade inicial do jogo.

A partida era jogada em um ritmo alucinante e isso parece ter estimulado Neymar, que fez uma jogadaça pelo lado esquerdo do ataque e, com um chute de alta categoria, finalmente venceu Ospina. O 1 a 1 era um placar um pouco mais adequado.

A chance de vencer o Brasil teve no pé direito de Neymar, mas ele mandou para as nuvens um pênalti muito duvidoso em Daniel Alves. Não é injusto dizer que o craque foi do sublime ao ridículo, nem que a seleção amargou um empate que não merecia. A equipe deveria ter vencido.

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