Marwan Naamani/AFP
Marwan Naamani/AFP

Brasil é superado pela Eslovênia no Mundial de Handebol por 35 a 32

Sonho de avançar à próxima etapa do torneio não terminou. Caso time ganhe do Chile, a tendência é enfrentar um rival de maior peso

Vítor Marques - Enviado especial a Doha, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 13h38

O Brasil perdeu a chance de garantir nesta quarta-feira sua classificação às oitavas de final ao ser derrotado para a Eslovênia no Mundial de Handebol do Catar. O jogo foi disputadíssimo, parelho, até os minutos finais, quando os europeus abriram a vantagem que definiu a partida: 35 a 32.

O sonho de ir à próxima etapa da competição ainda não terminou. Mas com a derrota para o Eslovênia, caso o Brasil ganhe do Chile, sexta-feira, a tendência é enfrentar um rival de maior peso na etapa seguinte. Na primeira fase, o Brasil já completou quatro jogos: três derrotas e apenas uma vitória.

O jogo foi complicado para o Brasil do início ao fim. Ribera pediu tempo perdendo por 8 a 5. O Brasil tinha entrado em pane: perdia gols até em tiros de sete metros e sofria contra-ataques mortais. A equipe brasileira não jogava bem nem mesmo quando estava com um a mais na quadra.

A principal dificuldade do Brasil era passar pela forte marcação eslovena. Os seis jogadores atrás, fazendo bloqueio quase que perfeito, anulavam os pontas brasileiros Borges e Chiuffa.

Era natural: com os pivôs Blagotinsek Blaz (2,02 m) e  Matej Gaber (1,97 m) a Eslovênia tinha considerável vantagem física em relação aos jogadores brasileiros.

O Brasil só equilibrou o jogo quando ajustou a defesa e passou a contra-atacar melhor. Borges virou um jogador mais efetivo. E o veterano Zeba dava mais força à equipe. A reação fez com a seleção brasileira terminasse o primeiro tempo apenas um gol atrás do placar: 19 a 18.

No segundo tempo, o Brasil começou desligado, errando lances bobos, mas conseguiu se recuperar e até virar a partida. Mas a Eslovênia, mesmo dando sinais de cansaço, garantiu a vitória, graças também a atuações impecáveis do ponta direita Dragan Gajic (12 gols) e do goleiro Skof.

*O repórter viajou ao Mundial a convite da Federação Internacional de Handebol.

Tudo o que sabemos sobre:
handebolMundial de Handebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.