Brasil espera bombardeio de saques

Um verdadeiro borbardeio de saques é o que está caracterizando o vôlei masculino nesta Olimpíada de Atenas. E, para o Brasil, a "arma" é mais difícil, pela menor média de altura de seus jogadores diante da Rússia, por exemplo (1,94 m contra 2,02 m), adversária deste sábado, às 15h30 de Brasília. "É muito difícil enfrentar uma equipe em que todo mundo saca bem, fácil, de 2,20 m para baixo. Eles arriscam muito e correm para armar o bloqueio. É uma estratégia. Do nosso lado, não há saque tático que dê jeito nisso. Também é preciso sacar muito forte e muito bem", explicou o técnico Bernardinho, destacando a necessidade de se trabalhar "ponto a ponto" e de "botar pressão neles". Outro diferencial em Atenas tem sido a bola Mikasa, que está melhor para sacar, segundo os jogadores. Mas, curiosamente, a recepção não tem sofrido com isso, porque a marca japonesa também "encaixa bem" na manchete, como dizem. Com tempo suficiente para treinar e analisar os adversários, Bernardinho mostrou o quanto tem de informações armazenadas para repassar a seu grupo e a sinceridade de sempre, logo após o jogo contra a Holanda, comentando com bom humor. "Temos 12 jogos gravados dos russos. Nem sei por onde começar...", admitiu.O destaque dos adversários é Stanislav Dineykin, 2,15m, que ataca a 3,53m de altura. Dos titulares brasileiros, o maior alcance de bloqueio é de Gustavo, a 3,25 m, seguido dos 3,21 m de André Heller. Para o líbero Escadinha, Dineykin "praticamente ganhou sozinho o Campeonato Italiano" pela Sisley/Treviso. "Temos de saltar dobrado, sacar dobrado. Com 1,90 m contra 2,05 m... Temos de tirar força não sei de onde para vencer."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.