Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Brasil está forte nos revezamentos 4x100m na água e na pista

País confirma boa fase com o ouro no Pan de Lima na natação e no atletismo e pode surpreender nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2019 | 04h30

O Brasil estará bem representado nos Jogos Olímpicos de Tóquio em seus revezamentos masculinos 4 x 100m, seja na pista ou na piscina. As duas equipes conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos em Lima nestas provas e vêm obtendo bons resultados internacionais. “Quem sabe a gente não consegue duas medalhas para o Brasil”, disse o nadador Bruno Fratus.

Na natação, a equipe conquistou no ano passado a medalha de bronze no Mundial de piscina curta. Na época, o campeão olímpico Cesar Cielo ainda fazia parte do time. Já no Mundial de Esportes Aquáticos neste ano, o quarteto foi formado por Breno Correia, Marcelo Chierighini, Pedro Spajari e Fratus.

O grupo acabou ficando na sexta posição, sem conseguir o ótimo rendimento do Mundial de 2017, quando ganhou a medalha de prata. Mas é inegável que o Brasil possui ótimos velocistas e tem tudo para conseguir ter um bom desempenho no próximo ano, em Tóquio, diante dos melhores revezamentos do mundo.

Para Fratus, o bom momento dos velocistas nacionais mostra que existe um caminho a ser trilhado e que ele pode ser bom para o País. “Nós temos muita gente boa nadando muito bem, com muita vontade de fazer história. Quando acontece isso, é meio caminho andado para o sucesso”, afirmou.

No atletismo, o Time Brasil está muito bem representado também. No Pan, o quarteto formado por Paulo André, Derick Souza, Jorge Vides e Rodrigo Nascimento ganhou a medalha de ouro à frente de Trinidad e Tobago e Estados Unidos e repetiu o feito do Mundial de Revezamento, quando chegou à frente das grandes potências.

“O resultado aqui no Pan é muito importante porque a gente foi campeão mundial e o objetivo era brigar de novo pela medalha. Fomos campeões dos Jogos Pan-Americanos e agora é trabalhar para Tóquio, que é nosso objetivo principal”, comentou Jorge Vides, que lembra que o Brasil tem ainda outra missão antes de 2020.

“Antes temos o Mundial de atletismo em Doha. Não podemos esquecer que estamos próximos de bater o recorde sul-americano, então temos de acertar detalhes e melhorar nosso individual, que é muito importante para que o nosso revezamento possa andar mais”, continuou o velocista.

Para ele, o bom momento do atletismo e da natação nos revezamentos é bom para o País. “É muito gratificante ter essa safra no atletismo, e na velocidade a natação do Brasil está muito boa. Eu fico feliz por poder fazer parte dessa equipe e conquistar a medalha de ouro para o Brasil. E dou os parabéns para a natação, que possui atletas excelentes.”

O velocista Paulo André também se mostra empolgado com o bom momento do atletismo nacional. “Podem esperar um resultado bom em Tóquio. Vamos buscar a medalha em 2020, em Paris, em 2024, e também em Los Angeles, em 2028. Nosso grupo está muito unido e essa pressão por resultado nos motiva ainda mais”, avisou.

Tanto natação quanto atletismo são esportes em que o individual chama mais atenção. Mas é no revezamento que as modalidades se mostram como coletivas, como uma equipe. E para dar trabalho aos outros países, os quartetos brasileiros começaram a treinar especificamente para essas provas também.

No atletismo, por exemplo, quanto melhor for a passagem do bastão entre os corredores, melhor se sairá o grupo. Então mesmo que o País não tenha nenhum velocista que consiga correr abaixo dos 10 segundos, por enquanto, o revezamento consegue funcionar pela sincronia de seus atletas.

Na natação não é diferente. “O nosso revezamento tem obtido bons resultados nos últimos anos. Infelizmente não conseguimos a medalha no último Mundial, mas podemos crescer e as expectativas são as melhores possíveis para a Olimpíada. A natação é muito individual, mas vejo que nossos revezamentos têm muito a evoluir e estão bem cotados para Tóquio”, explicou Breno Correia.

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