Brasil estreia, com time forte e moral elevada

Seleção masculina de basquete entra na quadra neste domingo para enfrentar a Austrália

LONDRES, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h07

LONDRES - A longa caminhada da seleção masculina de basquete de volta aos Jogos Olímpicos termina, efetivamente, às 7h15 de amanhã (de Brasília), quando a equipe liderada por Rubén Magnano entra na quadra da Arena de Basquete para enfrentar a Austrália. Em Estrasburgo, na França, há uma semana, os brasileiros derrotaram os australianos por 87 a 71.

A expectativa brasileira pela estreia não se justifica apenas pelos 16 anos longe do torneio - a última participação do País ocorreu em Atlanta/1996. Com todos os seus principais jogadores em quadra, o Brasil já é visto pelas principais seleções do mundo como um rival em potencial na briga por uma medalha olímpica.

Magnano, que conquistou o ouro com a Argentina nos Jogos de Atenas, em 2004, sempre fez questão de alimentar o desejo de uma medalha em seus comandados. Afinal, seu país natal mostrou que derrotar os "grandes'' não é um sonho. Os argentinos, para chegar àquela decisão, venceram os EUA na semifinal.

Graças à presença de atletas como Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter, que colocam o garrafão brasileiro como um dos mais fortes do mundo, e à mentalidade defensiva implantada por Magnano desde o Mundial da Turquia, em 2010, o Brasil ganhou o respeito dos rivais. "E nós temos que ser muito inteligentes para pegar esse tipo de informação. Tomar cuidado para que não alimente o ego, nem nos dê confiança excessiva'', afirma o técnico.

Para o técnico dos EUA, Mike Krzyzewski, o Brasil é candidato ao pódio. "Eu adoro o time brasileiro. É uma grande combinação de homens grandes em um excelente trabalho no garrafão. E o técnico Magnano é um dos melhores do mundo. Tê-lo como técnico de seu país trouxe um grande salto de qualidade para a seleção'', afirmou o americano ao Estado.

Kobe Bryant, astro do Los Angeles Lakers, seguiu nos elogios. "Definitivamente, o Brasil briga por medalhas. Hoje, é um dos melhores times do mundo. Os jogadores acreditam que podem ganhar, o que faz do Brasil um adversário muito difícil.'' / A.R.

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