Tasso Marcelo/AE -23/9/2010
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Brasil 'exporta' método de treino do nado peito

Autor de estudo sobre o estilo apresentado no COI, Arilson Silva vê em Felipe França um futuro medalhista olímpico

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2011 | 00h00

A metodologia de treinos que trouxe bons resultados para o Brasil no nado peito - evidenciados, especialmente, por Felipe França - ganharam reconhecimento no Comitê Olímpico Internacional (COI) e fãs em piscinas do mundo todo. Pouco antes do último Troféu Maria Lenk, disputado no início do mês, o técnico do nadador, Arilson Silva, fez um "bate e volta" para Lausanne, na Suíça, para apresentar, na sede do COI, um estudo no qual detalha e explica a evolução do estilo no País.

O trabalho finalizou um programa de treinamento realizado por Arilson, em 2010, na Universidade de Delaware (EUA). E, apresentado a uma banca no Museu Olímpico, foi aprovado com méritos. "Eles acharam espetacular toda a descrição da técnica, com um material muito atualizado. A literatura a respeito do nado peito é antiga e quase não existe acervo. Por isso, elogiaram o trabalho que está sendo feito e dando resultado agora."

Arilson afirma que falar em uma "escola brasileira" do nado peito é um exagero. "Isso não existe", garante. "Mas eu consigo, sim, identificar excelentes trabalhos, como o da Califórnia, com o técnico David Salo", aponta, referindo-se ao treinador americano que treina estrelas como as americanas Rebecca Soni e Jessica Hardy, além do japonês Kosuke Kitajima, campeões olímpicos e mundiais.

Mas o jeitinho brasileiro tem chamado atenção - tanto que, em três dias, 637 pessoas fizeram o download do estudo, disponível no site do treinador. "Nas competições, os técnicos param à beira da piscina para acompanhar o aquecimento do Felipe, fazem comentários, chamam seus atletas para ver." O último a usufruir do modelo foi o australiano Brett Hawke, um dos mentores de Cesar Cielo, na Universidade de Auburn.

Arilson não tem medo de apostar que a próxima medalha olímpica do Brasil virá do nado peito. E aponta França como favorito. Hoje, o nadador está entre os melhores do mundo - tem a 2.ª melhor marca do ano nos 50 m e a 4.ª nos 100 m ,- além de apresentar, no currículo, um recorde mundial e duas medalhas mundiais - um ouro e uma prata.

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